José Mariano Beltrame, secretário de segurança pública do estado do Rio de Janeiro, defendeu a descriminalização das drogas como forma de lidar com o grave problema no país.

De acordo com a revista Época, em viagem recente a Portugal, Beltrame conheceu o processo de descriminalização que desde 2000 funciona naquele país. Este se iniciou com a maconha e passou a incluir drogas mais pesadas, com o assunto tendo sido transferido do departamento de polícia para o Ministério da Saúde. Uma grande estruturação precedeu essa mudança, com a criação de clínicas de reabilitação, para onde os dependentes são convidados a se dirigirem.

Segundo o secretário, a Polícia Militar trabalha hoje combatendo também o usuário e tais ações não mostram resultados práticos.

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Ele defende que os esforços deveriam ser concentrados no comércio transnacional. Um dos efeitos práticos e imediatos da descriminalização das drogas poderia ser o alívio das polícias e de todo o Poder Judiciário, dando mais espaço para o combate a homicídios e crimes mais graves.

Grande parte da população ainda defende uma atuação armada contra as drogas, vendo como a saída mais rápida para o problema do tráfico no Rio de Janeiro. Isso ocorre porque existe uma profunda descrença nas instituições em geral, afirma Beltrame.

A queda de 22,9% no índice de homicídios dolosos no primeiro semestre de 2015 em relação ao mesmo período de 2014, apontada pelo Instituto de Segurança Pública (ISP), indica, segundo o secretário, que a política da UPPs ainda é a melhor opção para o combate a #Violência no Estado.

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Mas o grande sonho de Beltrame, é uma UPP que não seja somente militarizada, mas que venha acompanhada de serviços de cidadania, como a coleta de lixo, implantação de postos de saúde,saneamento básico, creches, escolas e a substituição dos atuais barracos por casas e prédios de apartamentos.

O secretário, que é delegado licenciado da Polícia Federal, diz já ter esse projeto pronto junto com a Associação Brasileira de Arquitetura e afirma: "somos passarinhos de uma asa só, precisamos nos abraçar para poder voar". #Justiça #Casos de polícia