A população do bairro Felipe Camarão, na cidade de Natal, capital do Rio Grande do Norte, linchou até a morte, o auxiliar de pedreiro Aldecir Bezerra da Silva, de 38 anos. O #Crime aconteceu no início da noite desta quarta-feira (2), por volta das 19 horas. O homem era suspeito de ter estuprado uma adolescente de 13 anos.

Aldecir era casado e pai de cinco filhos, sendo quatro do primeiro casamento. Segundo a família da vítima, ele saiu de casa para ir fazer compras no supermercado, mas, no meio do caminho, foi linchado pelas pessoas. A família de Aldecir acredita que ele foi confundido com o verdadeiro estuprador, sendo espancado até a morte.

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O linchamento ocorreu na Travessa do Alicate.

"Ele sempre trabalhou. Nasceu e foi criado na cidade de Bento Fernandes. Quando me conheceu, decidiu morar comigo em Natal e começou a trabalhar como ajudante de pedreiro. Temos um filho de 1 ano e 6 meses, que agora está sem pai", lamenta a viúva de Aldecir, Isabel Cristina, em entrevista dada ao portal G1. "Mataram um inocente. Ele era pai de cinco filhos e não tinha nenhum vício. Sequer bebia. O meu marido era do bem", desabafa Isabel.

"É injusto porque Aldecir era trabalhador e só queria saber de contar piada", afirma o irmão da vítima, Aldeir Bezerra da Silva. A policia civil informou que nenhum caso de estupro foi registrado recentemente no bairro Fernando Gonçalves. No sistema do Tribunal de Justiça, Aldecir também não figura como réu em nenhum processo, assim também confirmou a Polícia Militar.

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O delegado Roberto Andrade, da Delegacia de Homicídios, afirma que a vítima não foi sequer identificada pelos agressores. Roberto disse ainda que a polícia não descarta a possibilidade de Aldecir ter sido mesmo assassinado por engano pela população. Até o momento, a polícia também não identificou a menina de 13 anos que a população diz ter sido estuprada. "Condenamos qualquer tipo de #Violência dessa forma, porque não há pena de morte no Brasil, a população não pode aplicá-la, por mais revolto que tenha sido gerado o crime", diz o delegado.

A Polícia Civil segue com as investigações. #Casos de polícia