De acordo com o BNDES, em nota oficial divulgada no início desta semana, o valor estimado para investimento e melhorias do transporte público nas 15 maiores regiões metropolitanas do Brasil é de, aproximadamente, 235 bilhões de reais.

Especialistas consideram a Lei de Mobilidade Urbana, criada no ano de 2012, um avanço importante, sobretudo, por incentivar o transporte de veículos sem motores, como, por exemplo, o uso das bicicletas. No entanto, segundo especialistas, a Lei não garante a solução de todos os problemas relacionados à mobilidade nas grandes cidades brasileiras.

É o que garante o arquiteto Augusto Moraes. “A Lei é válida sim, e já vem contribuindo para que as cidades apresentem projetos de mobilidade urbana e social, como no caso da construção de ciclovias em São Paulo, maior cidade do país, onde o trânsito é um caos, mas também em Salvador, onde já há espaços exclusivos para os ciclistas.

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No entanto, ainda há muito o que fazer, e algumas cidades, mesmo com a nova Lei, não apresentaram projetos relacionados”, afirma Moraes.

“Com relação à estimativa de investimento do BNDES, de quase R$ 235 bilhões, em transporte público nos principais centros urbanos do país, acho até pouco. O ‘buraco é mais em baixo’ do que muitos pensam. Acredito que, a princípio, esta quantia, caso seja mesmo disponibilizada pelo Governo Federal, resolva problemas a curto prazo, mas, para soluções definitivas, que exigirá tempo para adaptação da população das cidades, acho que mais dinheiro precisará ser investido”, acredita o arquiteto.

Ainda de acordo com dados do BNDES, as cidades brasileiras que mais vão precisar de investimentos para solucionar os problemas existentes de mobilidade urbana, são, justamente, as duas maiores do Brasil, São Paulo (R$ 83,49 bilhões) e Rio de Janeiro (R$ 42,58 bilhões), ambas na região sudeste do país.

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A terceira cidade que mais precisa de investimentos é Belo Horizonte (R$ 24,81), também localizada no sudeste, o que evidencia o problema maior de mobilidade ocorrido nesta região.

Queixas da população

Salvador é a terceira maior cidade do Brasil, em extensão e população. Muito por conta disso, figura na lista das oito principais cidades do país com problemas graves de mobilidade urbana. Segundo o BNDES, os valores estimados de investimentos em transporte público para a capital baiana são de 8,29 bilhões de reais. Dentre os projetos que visam à melhoria deste setor na cidade está o metrô, que, depois de mais de uma década sem sair do papel, começou a circular no ano passado.

Contudo, mesmo com a chegada do metrô, a população ainda se queixa do atual transporte público soteropolitano. Para a estudante Jaqueline Silva, 17 anos, ainda há muito o que melhorar.

“O metrô ainda só circula em um ponto da cidade. É muito pouco. É muita gente nessa cidade, e a cada ano parece que aumenta mais de gente.

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Pegar ônibus em Salvador é um ‘inferno’! Primeiro porque demora demais para passar por causa do engarrafamento, e quando passa só vem lotado. É muito difícil andar de ônibus nessa cidade. Mas a gente tem que pegar, não tem jeito. Se não ninguém estuda nem trabalha. E a gente ainda paga caro por isso, com essa passagem que sobe todo ano. É complicado”, reclama a estudante. #Governo #Blasting News Brasil #Crise no Brasil