E o pastor evangélico da igreja Vitória em Cristo voltou mais uma vez a ser o foco de uma grande polêmica. Silas Malafaia está sendo acusado de promover homofobia durante um programa de televisão. O caso é antigo, mas voltou de novo à tona. Em julho de 2011, ele usou uma atração religiosa exibida pela TV Bandeirantes para dar sua opinião sobre os homossexuais. Quatro anos depois, nesta quinta-feira, 15, a justiça federal pediu que o processo contra a fala de Silas fosse reaberto. 

O líder evangélico começou a ser investigado ainda em 2011 pelo Ministério Público Federal. O MPF iniciou a apuração dos fatos depois de receber uma denúncia de grupos ligados aos direitos homossexuais.

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A Associação Brasileira de Lésbicas, Gays, Bissexuais, Travestis e Transexuais diz que o pastor foi homofóbico durante um comentário no programa 'Vitória em Cisto'. Naquele ano, a parada do orgulho gay, que acontece na Avenida Paulista, fez protestos contra Silas Malafaia. Na ocasião, Silas disse que grupos tinham ridicularizados símbolos ligados ao catolicismo. Em seguida, ele estimulou a violência: "É para baixar o porrete em cima para esses caras aprenderem", disse ele. 

Depois do processo ser acatado, alguns meses depois, em maio de 2012, a 24ª Vara Federal Cível decretou uma sentença que acabou extinguindo o entrave judicial. Como argumento, a justiça disse que havia uma impossibilidade jurídica dos pedidos formulados. O órgão ainda escreveu na sentença que Malafaia estaria apenas usando o livre exercício de manifestação e que esse está garantido na constituição federal. 

A nova decisão, dessa vez dada pelo Tribunal Regional Federal da 3ª Região, anula a anterior e faz com que o processo seja reaberto. 

O Ministério Público Federal quer ainda que tanto o pastor Silas Malafaia, quanto a TV Bandeirantes, sejam impedidas de darem novas declarações homofóbicas.

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O MPF também pede que o Ministério das Comunicações passa a fiscalizar a atração 'Vitória em Cristo'. Tudo isso para evitar que novas ofensas sejam ditas. #Crime