Com os mais de 4500 bois submersos a 12 metros de profundidade, o pensamento para os próximos dias é único: como será feita a operação para remover esses #Animais? Em Barcarena, no interior do Pará, já se comenta que essa será uma mega operação, pois nada igual aconteceu anteriormente na região.

Essa tragédia aconteceu no início do corrente mês, quando o navio Haidar se inclinou. O problema veio à tona no último dia 6, quando o navio, de bandeira libanesa Haidar, adernou para a parte esquerda (bombordo) e depois de poucos minutos afundou no píer 02, no porto de Vila do Conde, em Barcarena. Esse acontecimento fortuito teve uma enorme atenção pela imprensa mundial, pois transportava uma carga muito particular e grande: estava no navio mais de 4900 bois vivos, sendo que 4600 afundaram.

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A CDP (Companhia Docas do Pará) enviou um documento destinado aos órgãos ambientais para que estes esmiúcem um planejamento da ação de retirada dos animais. Dez mergulhadores serão usados durante a operação. O trabalho deles será abrir o plano, que ainda tem que ser aprimorado.

Segundo informações divulgadas pela revista Veja, os mergulhadores irão até o local do naufrágio e vão abrir as portas para as carcaças que interligam as baias de armazenamento de animais. Uma vez que isso tiver sido feito, os esqueletos dos animais irão flutuar para a superfície.

Na segunda etapa do resgate, na qual será utilizado um guidaste em cima de uma balsa, a máquina poderá levantar a carga. Depois da retirada da água, as carcaças devem ser acondicionadas em containers e levadas para um aterro impermeável, onde serão sepultadas.

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Houve muitas discussões sobre como seria o destino final das 4600 carcaças. Pensou-se em fazer a utilização de um incinerador, também falaram em cavar enormes buracos para jogar os esqueletos. Parsifal Pontes, diretor-presidente da Compahia Docas do Pará, disse: ''Já que o fato aconteceu nas proximidades da cidade, terá que ser feito a salvatagem, assim os impactos ambientais serão reduzidos''.

As famílias de pescadores locais irão ser atendidas mensalmente com 5000 cestas básicas e mais um valor em dinheiro. Esse acordo foi feito entre o Ministério do Portos e a Companhia Docas do Pará.

A  empresa dona da carga era a Minerva Foods, porém, estava sob a competência da empresa libanesa Tamara Shipping. Os gastos não serão baixos, estima-se que os mesmos serão de 30 milhões. O valor daria para comprar 3 barcos que afundaram. Os mais de 5.000.000 litros de óleo já estão sendo retirados desde a semana passada. A retirada do óleo deve durar aproximadamente 20 dias.

Para o trabalho, foi contratada uma empresa da Holanda (Mammoet), que já tem experiência nesse tipo de serviço, como, por exemplo, o caso do Costa Concordia.

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O trabalho, que terá duas etapas, tem previsão para ser finalizado no ano que vem.  "Se as pessoas comerem os peixes que se contaminaram com os aminas poderão ser levadas a óbito'', falou Simone Pereira, coordenadora do Laboratório de Química Analítica e Ambiental da Universidade Federal do Pará. #Curiosidades #Blasting News Brasil