Aproximadamente 400 refugiados sírios foram colocados no programa Bolsa Família, do Governo Federal. O número é referente a julho e não foi declarado o valor exato recebido pelos sírios. Em média, o programa é de R$ 167 mensais por família.

O Brasil passou a ser o país que mais recebeu refugiados na América Latina, após favorecer a entrada deles no país. De acordo com o Ministério da justiça, vivem no país atualmente 2097 sírios refugiados. Nos dias de hoje, o grupo de refugiados sírios são maiores do que os de refugiados angolanos, que são 1480.

Muitos deles, mesmo sendo qualificados profissionalmente, não conseguem um lugar no mercado de trabalho.

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O Brasil, diferente de outros países que receberam estes imigrantes, não dispõe de um programa específico para os refugiados, ou seja, que ofereça, de modo direto, ajuda a eles.

Renda Zero

A datar de 2013, tem crescido os números de sírios no Bolsa Família, ano que o Brasil favoreceu a permissão de vistos. Em dezembro de 2013, 25 pessoas foram beneficiadas com o programa, hoje em dia são 163 famílias. O Ministério do Desenvolvimento Social e Combate à Fome, não usa o número de pessoas, e sim, o número de famílias para a comparação.

Ao todo, estão no programa 15.707 famílias com estrangeiros. O número de refugiados sírios fica abaixo do esperado, segundo Larissa Leite, da Cáritas -SP, que atende refugiados. Segundo ela, quando os refugiados sírios chegam eles têm renda zero, e é preciso pesquisar o que ocorre.

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O número de refugiados sírios no programa deverá crescer, segundo o secretário nacional de Renda de Cidadania do ministério, Helmut Schwarzer. Conforme a documentação das famílias ficarem prontas, poderá ter um aumento no pedido de benefícios por outras famílias.

Por lei, todo estrangeiro que está regularmente no país pode se cadastrar no Bolsa Família, se caso atender as regras para a integração. “Nunca foi proibido a estrangeiros a integração no programa”, disse o secretário. Os requisitos para entrar no programa: é preciso uma renda mensal de até R$ 77 por pessoa ou de até R$ 154 caso tiver adolescente e crianças.

Um refugiado sírio de 34 anos, que não quis ser identificado por não se sentir bem com sua situação, disse que foi um vizinho que lhe mostrou o programa, porque ele não tinha conhecimento que tinha direito. #Bolsa Familia #Blasting News Brasil #Crise migratória