O Horário de Verão começou à meia noite de hoje, dia 18 de outubro, e deverá se estender até 21 de fevereiro de 2016. Durante este período, os relógios de alguns estados deverão ser adiantados uma hora. O tempo de duração, quatro meses, é determinado pelo decreto nº 6.558 da Presidência da República de 2008, no qual é estabelecido que a mudança de horário ocorra sempre da meia noite do terceiro domingo de outubro do ano corrente à meia noite do terceiro domingo de fevereiro do ano seguinte.

O objetivo da medida, conforme nos explica Ricardo José de Carvalho, Chefe da Divisão Serviço da Hora do Observatório Nacional, “é se aproveitar do fato de que em determinada época do ano os dias são mais longos, isto é, o período entre o nascer do sol e o pôr do sol é maior.  Isto ocorre no Brasil para os estados onde são adotados o Horário de Verão”.

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Esses estados, assim como ocorre com a duração da mudança de fuso, também são especificados no decreto da Presidência da República. Na última atualização do documento, realizada em 2013, os entes federativos participantes são Rio Grande do Sul, Santa Catarina, Paraná, São Paulo, Rio de Janeiro, Espírito Santo, Minas Gerais, Goiás, Mato Grosso e Mato Grosso do Sul, acompanhados do Distrito Federal.

Economia de energia

O melhor aproveitamento dos dias mais longos, com maior exposição à luz solar, visa sobretudo um uso mais racional da energia elétrica, acarretando em uma economia relevante no consumo energético. A intenção principal é reduzir a chamada “coincidência de consumo”, que nada mais é do que o uso por vários consumidores do sistema, ao mesmo tempo, no horário de maior consumo, que vai das 18 às 21 horas.

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Ou seja, o consumo de energia elétrica é feito de modo mais consciente e menos concentrado, evitando que ocorra uma sobrecarga e que sejam necessários investimentos pesados para suprir a demanda que, de acordo com o Ministério de Minas e Energia, chega a 2,6 mil megawatts a mais no sistema. Caso não houvesse o Horário de Verão, prevê o #Governo, seria necessário investir cerca de R$ 7 bilhões para realizar as devidas atualizações no sistema a fim de suprir a carga adicional.

A meta atual é que no horário de pico ocorra uma diminuição de aproximadamente 4,5%, gerando uma redução do consumo total na ordem de 0,5% durante os quatro meses do Horário. Isso equivale ao total consumido em um mês pela capital federal, Brasília, que atualmente possui 2,8 milhões de habitantes.

Bem-estar

De acordo com Ricardo José de Carvalho, Chefe da Divisão Serviço da Hora do Observatório Nacional, as vantagens do Horário de Verão não se restringem à redução no consumo energético. “Além da economia de energia, ocorre também que, para alguns estados, as atividades que são realizadas na praia ou em campos de esporte são favorecidas.

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Por exemplo, um trabalhador pode deixar o seu trabalho às 17 horas e ainda terá duas horas de sol para praticar atividades ao ar livre, isto favorece a qualidade de vida da população que pode desfrutar desta condição”, afirma.

Em Cuiabá, por exemplo, a Secretaria Estadual de Meio Ambiente decidiu ampliar o funcionamento dos parques durante o período do Horário de Verão em 2014. Com a maior exposição à luz diária, alguns parque que fechavam às 18 horas ficaram abertos até às 19 horas, dando uma hora a mais para que os visitantes aproveitassem o espaço.