Desenvolvida pelo Professor e Doutor Gilberto Chierice e distribuída há mais de 20 anos pela Universidade de São Paulo (USP), em sua unidade na cidade de São Carlos, a fosfoetanolamina sintética, popularmente conhecida como "pílula do câncer", finalmente recebeu a devida atenção por parte da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) para esperança de milhares de pacientes em todo o Brasil.

De acordo com reportagens exibidas pela TV Globo nos programas "Bem Estar" e "Bom Dia Brasil", um grupo de trabalho será criado pela agência em parceria com o Ministério da Saúde para estudar a composição e os efeitos dos componentes da pílula em pacientes que já a utilizaram e que apresentaram resultados positivos.

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Atualmente aposentado, Chierice explica que a fosfoetanolamina simula uma substância existente no organismo e aponta células cancerosas para que o próprio sistema imunológico do paciente faça a remoção. 

Após a saída do professor, nenhum profissional ou equipe deu continuidade aos estudos no Instituto de Química de São Carlos, na USP. Como a lei exige que novos medicamentos necessitam de licenças e registros para distribuição, Chierice chegou a acusar a Anvisa de má vontade para analisar os testes clínicos. 

Diante desse cenário, vários pacientes decidiram entrar na justiça em busca de liminares autorizando o #Tratamento alternativo através da pílula. Mesmo correndo riscos, pois os estudos a respeito do efeito do tratamento ainda estão incompletos, a esperança de cura falou mais alto, dando argumento para que juízes dessem ganho de causa a todos. 

A repercussão do caso levou o Senado a convocar uma audiência para tratar do tema.

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A reunião realizada nesta quinta-feira (30), contou com a presença de Charice e do pesquisador da USP Salvador Claro Neto. O potencial de cura da fosfoetanolamina sintética foi defendido, mas Neto afirmou que a universidade não tem condições de fazer a distribuição das pílulas para a demanda exigida. 

O Ministério da Saúde exigiu que o grupo de estudo entregue o primeiro relatório em até 60 dias. Se a conclusão inicial for positiva, novos testes e estudos serão realizados. Se o remédio for aprovado, a produção em larga escala deve acontecer em até 5 anos.  #Doença #Blasting News Brasil