A morte de uma menina de apenas 2 anos e oito meses, na cidade de Sinop, Mato Grosso, preocupa os profissionais de saúde. Julia Meurer Pulga faleceu nesta terça-feira (6) e a provável causa é leishmaniose

A cidade fica a 503 km de Cuiabá e a Secretaria Municipal de Saúde informou que está esperando o resultado dos exames para poder se pronunciar, caso a #Doença seja confirmada. A família também preferiu não falar nada e apenas contou que a menina vivia com a família no bairro Nossa Senhora Aparecida, de acordo com informações do site Expresso MT.

Quando adoeceu, ela foi levada para um hospital particular em Sinop, onde ficou internada por 10 dias.

Publicidade
Publicidade

Faleceu na UTI - Unidade de Terapia Intensiva – e o infectologista que a acompanhava disse que a suspeita é mesmo de leishmaniose. Ao mesmo tempo, estudos na região mostram que o mosquito transmissor não é encontrado o local, o que deixa o caso mais intrigante.

Além dos exames que já foram solicitados da garota, a região será novamente acompanhada para encontrar o vetor ou possíveis #Animais positivos para a leishmaniose. O trabalho será feito pela equipe de saúde da prefeitura local.

O exame está sendo realizado em Cuiabá e deve ter o resultado em aproximadamente sete dias, ou seja, só no final da próxima semana que a causa da morte de Julia poderá ser ou não confirmada. A menina está sendo velada em Sinop, nesta quarta-feira (7).

Saiba mais sobre a leishmaniose

Antes a doença era mais frequente no norte e nordeste, mas atualmente, casos de animais positivos já foram encontrados até no sul do país, ou seja, há doença em praticamente todo o Brasil.

Publicidade

Quem transmite é um mosquito chamado popularmente de mosquito palha. Ele se reproduz em locais com sujeira acumulada, diferentemente dos demais que preferem água parada. Por isso, quintais com entulhos, restos orgânicos e lixões tornam-se um criatório do inseto se nada for feito.

O mosquito pica um cão positivo, depois pica a pessoa e acaba transmitindo. Por isso, é importante que as pessoas mantenham terrenos e quintais limpos, para que o mosquito palha não tenha como se proliferar.

Os cães devem ser atendidos por médicos veterinários, para que este possa realizar os exames e, se julgar adequado, a imunização do animal. A vacinação é específica para a doença e feita de acordo com o protocolo do médico veterinário.

Pessoas com leishmaniose podem apresentar sinais como: feridas na pele, fraqueza, febre e falta de apetite.