O caos vivido pelo Rio Grande do Sul em decorrência do forte temporal entre a noite de quarta (14) e a madrugada de quinta-feira (15) teve a cidade de Cachoeira do Sul, região central do estado, como uma das mais afetadas. A queda de granizo destelhou residências, alagou ruas e espalhou um rastro de prejuízo por todo o município.

Mesmo na zona urbana da cidade, onde ficam as residências mais nobres, as fortes chuvas causaram sérios danos derrubando árvores, bloqueando vias e destruindo veículos. A Prefeitura Municipal e a Defesa Civil seguem recolhendo doações e improvisaram o ginásio Derlizão como centro de coleta. Telhas, lonas, roupas, água e kits de higiene estão entre os itens mais necessários para o momento.

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Em uma das rodovias de acesso à cidade, que fica aproximadamente a 200km de Porto Alegre, era possível verificar um expressivo acúmulo de gelo e granizos do tamanho de um ovo de galinha.

Comunidades como Capão da Cruz, Enforcados, Água Morna, Pertile, Passo do Moura e Faxinal da Guardinha, áreas essencialmente rurais que fazem parte do interior do município, foram as zonas mais afetadas pelo mau tempo. Ainda na quarta-feira, o prefeito de Cachoeira do Sul, Neiron Viegas (PT), foi presencialmente verificar os estragos nessas localidades. E se comoveu.

Em um telefonema com a coordenadoria municipal da Defesa Civil, Viegas demonstrou seu lado humano e quase às lágrimas comentava: “Precisamos de muita lona aqui. Nós vimos um palmo de gelo na estrada. É algo totalmente incalculável e jamais visto igual”, disse.

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Em uma escola de Faxinal da Guardinha, alunos tiveram que ser liberados mais cedo do seu período habitual de aulas. Preocupados, os pais optaram por buscar seus filhos assim que o tempo teve uma sensível melhora. Felizmente, a escola não registrou maiores danos. #Natureza #Crise #Mudança do Clima