O forte temporal que acometeu todo o Rio Grande do Sul entre a madrugada de quarta (14) e a manhã de quinta-feira (15) demorará a ser esquecido. As quedas de granizo, acompanhadas de assustadoras rajadas de vento de mais de 150 quilômetros por hora, espalharam um cenário de guerra por praticamente todo o território do estado

As chuvas destruíram casas, danificaram carros, alagaram ruas, derrubaram árvores e postes de energia. Mas isso não foi o bastante. Na localidade de Rio Pardo, 151km de Porto Alegre, uma mulher e o filho faleceram depois de serem atingidos por uma árvore. Na capital, um jovem acabou morrendo afogado ao tentar, sem sucesso, atravessar um córrego.

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Inúmeros internautas e usuários das redes sociais postaram fotos mostrando os estragos causados pela revolta da #Natureza. Imagens de pedras de granizo, avenidas bloqueadas e automóveis destruídos tomaram conta das redes. De acordo com informações divulgadas pelas empresas fornecedoras de energia elétrica no estado, mais de 500 mil pessoas ficaram sem luz em decorrência do mau tempo. Relatos de perda de sinal de internet também foram vistos.

O caos em que se transformou o Rio Grande do Sul na quinta-feira não demorou a ser amparado pelo Governo Federal. Ciente da situação crítica vivida, o Ministério da Integração Nacional admitiu estado de emergência em 26 municípios e enviou técnicos para análise, auxílio e levantamento dos danos ocasionados.

Cerca de 5 mil kits de ajuda foram entregues às famílias desabrigadas e outros 20 mil foram pedidos ao ministério.

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Dados alarmantes e jogo de futebol ameaçado

O último levantamento feito pela Defesa Civil do RS (por volta das 19h de quinta-feira) indicava que 95 cidades e 130.384 pessoas haviam sido afetadas pelo temporal. O boletim ainda dava conta de que 10 mil pessoas tiveram que abandonar suas residências. Desses, 6.097 estavam desalojados (foram para casa de amigos e/ou familiares) e 3.541 desabrigados (permanecem em locais públicos).

Em Cachoeira do Sul, região central, cerca de 100 casas foram atingidas por pedras. Já em Sapucaia, zona metropolitana de Porto Alegre, um hospital acabou sendo destelhado e pacientes tiveram que ser transferidos. A nota positiva de toda a alarmante situação é a solidariedade do povo gaúcho. Inúmeros cidadãos se dedicaram a receber doações e levarem até os desabrigados e a adesão tem sido comovente.

O cenário de Porto Alegre era tão assustador ainda perto da noite de quinta-feira que a partida entre Grêmio e Santos, pelo retorno do Campeonato Brasileiro, chegou a ficar ameaçada.

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Fotos que circularam durante a tarde mostravam o alagamento das principais vias de acesso à Arena – estádio que recebeu a partida. Mesmo assim, a CBF optou pela realização do confronto.

Nesta sexta-feira e durante os próximos dias, equipes da Defesa Civil e voluntários seguirão entregando aos desabrigados materiais como lonas, telhas, kits de limpeza e higiene e colchões. Todas as doações podem ser feitas na central de recebimento do governo estadual, localizada no Centro Administrativo Fernando Ferrari (CAFF), que fica na Avenida Borges de Medeiros, Porto Alegre, n°1501. #Crise #Mudança do Clima