Neste exato momento, um debate ideológico que não pode ser ignorado, gradativamente vem recobrando energias no Rio Grande do Sul, Santa Catarina e Paraná, frente a um dos piores quadros de adversidades econômicas e instabilidades sociais enfrentadas em toda a região Sul do Brasil, gerando o que é chamado de separatismo político. O Sul é Meu País como é conhecido o movimento em questão, teve origem no ano de 1992 em Laguna, Santa Catarina. O objetivo na época era o de desmembrar os 3 estados do Sul do restante do Brasil.

“Há hoje, somando-se os simpatizantes de separação dos 3 estados, mais de 6 milhões de indivíduos”, diz Celso Deucher, catarinense e presidente em exercício da frente separatista.

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São mais de 16.000 curtidas na página oficial do Facebook e a frase no mínimo curiosa no site de O Sul é Meu País, é que o grupo se mostra como "a conseqüência, de cujas causas não podemos ser acusados", ou seja, os representantes do movimento, em outras palavras, afirmam que estão sendo empurrados para separar o território nacional, devido as responsabilidade e direitos desiguais entres os estados, o que é estimulado pelo poder central em Brasília. 

Críticas à corrupção e à política nacional “sem pé e nem cabeça” são fáceis de serem ouvidas entre os membros de O Sul é Meu País. Membros esses que falam em aceitar pessoas oriundas de todas as raças, religiões, inclinações políticas, mas desde que a pessoa esteja “revestida do anseio separatista”. São questões do Bolsa Família, das cotas raciais, o exaustivo assunto do Mensalão, onde os líderes sulistas dizem que “tudo que está errado”. 

As pessoas ligadas ao movimento acreditam ainda que o “favelamento do sul” ocorreu basicamente em função das divisões das cotas.

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Um caso típico é o de Helio Ribas Micheleto, fundador do movimento separatista do Paraná, chamado de República das Araucárias, que inclusive perdeu o emprego em 1993 devido a sua ligação com o movimento. Mesmo assim, não abandonou a causa e nunca tirou da gola do paletó o broche simbolizando os 3 estados.   

Afirma Micheleto que “atualmente, os 10 maiores municípios do Rio Grande do Sul, Santa Catarina e Paraná, os quais possuem mais de 100.000 habitantes, encontram-se repletos de favelas... de onde este quadro se originou? Foi criado pela falta de investimentos federal e pela pobreza. Daí os governadores locais ficaram sem dinheiro e logo, os municípios também”. 

Celso Deucher chega ao ponto de traçar comparativos dos separatistas sulistas com a Catalunha na Espanha. Celso constantemente se refere ao plebiscito que está sendo cuidadosamente planejado e contará com cédulas depositadas em urnas de lona. Nada de urna eletrônica, pois conforme Celso, esse último modelo utilizado para uma mudança tão drástica dentro da realidade nacional, não é nem um pouco de confiança.

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“Não queremos envolvimento com a política vigente, uma vez que se conseguirmos ser independentes, nos corromperemos por vícios iguais, recriando um Brasil em menor proporção e não temos interesse nisso”, ponderou Celso. A data prevista para que o plebiscito aconteça é em 02/10, o dia das eleições municipais de 2016. #Governo #Eleições 2016 #Crise no Brasil