A RBS, afiliada da Rede Globo de Televisão, voltará a ser um dos focos da investigação da chamada operação Zelotes, que consiste em uma apuração de uma esquema de sonegação de impostos feito para beneficiar grandes empresas. O esquema teria o apoio do CARF e a investigação foi feita pela polícia federal. A nova etapa do processo agora será resolvida no STF, o Supremo Tribunal Federal. A informação foi confirmada nesta terça-feira, 10, pela jornalista Tereza Cruvinel. 

Houve necessidade de levar o processo ao STF porque ele se relaciona com dois nomes que tem o chamado foro privilegiado. Um deles é o do deputado Afonso Mota, do PDT do Rio Grande do Sul, o outro é de Augusto Nardes, ministro do Tribunal de Contas da União (TCE), o mesmo que trabalhou como relação das contas de Dilma que foram rejeitadas.

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A relatora do caso que envolve a afiliada da Globo no STF é a ministra Carmem Lúcia. Pelo menos outras sete empresas são denunciadas no esquema de sonegação de impostos. De acordo com informações do deputado Paulo Pimenta, do PT do Rio Grande do Sul, a investigação agora terá duas frentes, uma delas atingindo fortemente os setores de mídia, a outra o cervejeiro, dentre elas, a Itaipava. Além disso, segundo uma reportagem do Brasil 247, montadoras e bancos também entrarão na lista da apuração.

O esquema de sonegação de impostos contou com propinas pomposas. Entre 2005 e 2013, a Receita Federal teria perdido praticamente R$ 20 bilhões com o não pagamento de alguns ativos. Isso porque grandes empresas podem recorrer ao valor pago ao conselho da receita, o Carf, e era justamente neste conselho que rolaria o esquema de corrupção.

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Postura do Grupo Globo e da RBS

O caso teve grande repercussão nas eleições do ano passado. Mesmo se tratando de uma afiliada, a Globo fez uma cobertura da operação Zelotes, inclusive, anunciando que a RBS era uma das investigadas. A empresa disse na época que colaboraria para as investigações da polícia federal. Agora o STF deve definir as penas e condenar os culpados.  #Crime #Investigação Criminal