A situação da educação em São Paulo não está fácil. Mesmo naquelas escolas onde não houve ocupação há grande possibilidade do SARESP não ser realizado, já que grande parte dos alunos estão aproveitando as redes sociais para estimular um "boicote" que tem como objetivo mostrar a insatisfação de toda a população quanto à reforma da rede estadual.

Até um manual já está sendo divulgados nas principais redes, como o Twitter e o Facebook, trazendo várias dicas de como as ocupações devem ser feitas, como organizar os piquetes e também sobre o descarte de provas como forma de anular esta avaliação anual, que está sendo realizada na terça-feira (24) e termina na quarta (25).

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Os grupos de estudantes que estão divulgando o "Manual do SARESP" informam que este é só mais um meio do #Governo de Geraldo Alckmin fechar as escolas. O "manual" faz questão de lembrar que nenhum aluno poderá ser punido, e nem ao menos reprovado, porque deixou de realizar o exame.

A escola Sílvio Xavier, localizada na zona norte de São Paulo, é uma das que estarão fechadas em 2016. Os alunos estão se organizando para irem a outras escolas pedirem apoio e distribuírem o material impresso, que traz orientações para que todos os alunos possam boicotar o SARESP.

A escola Ciridião Buarque, localizada na Lapa, é outra que já foi ocupada pelos alunos que já disseram que não vão sair dali até quarta-feira para impedirem a realização do SARESP. Esta escola não tem previsão de fechar, mas os alunos querem mostrar solidariedade aos demais colegas e também já querem se prevenir para evitar que futuramente esta escola seja fechada.

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A Secretaria da #Educação do Estado alega que esta e outras escolas estão sendo invadidas também pelo MTST - Movimento dos Trabalhadores Sem Teto. Contudo, nenhuma bandeira deste movimento foi vista, assim como nenhum representante foi encontrado nestas escolas.

O "Manual", que está sendo divulgado nas redes sociais conta com orientação jurídica que é dada por um advogado ativista, desta forma os alunos poderão agir dentro da lei e tendo plena consciência dos seus direitos e deveres.

Os pais dos alunos, assim como os vizinhos destas escolas, estão dando total apoio aos alunos que participam da ocupação, fornecendo a eles alimentos, água e outros itens que eles venham a precisar. #Casos de polícia