Na última quarta feira, 04, o senado aprovou a regulamentação do direito de resposta dos meios de comunicação. A nova lei foi proposta pelo senador do Paraná, Roberto Requião, e só será válida depois da sanção da presidente da república Dilma Rousseff. Após isso, a sanção será publicada no Diário Oficial da União. Com isso, agora existem regras para o direito de resposta nos meios de comunicação. Os comentários feitos pelos internautas nas redes sociais e páginas da internet estão excluídos da nova legislação. Ainda assim, atualmente, boa parte dos portais tem um política de moderação desses comentários. 

Dessa forma, toda pessoa, empresa ou instituição que de alguma forma foi ofendida por uma publicação midiática, seja no formato ou na mídia em que for veiculada, terá o direito de pedir uma retratação.

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Essa deverá dar o chamado direito de resposta mesmo quando uma notícia for dada de maneira errada por falha humana. Essa resposta necessita ter o mesmo tempo da notícia publicada de maneira errada, além de ir ao ar no mesmo dia e horário em que ocorreu, desde que mais uma vez, a matéria tenha sido considerada ofensiva.

A nova lei deve mudar o mercado da comunicação, especialmente de alguns veículos, que costumam fazer matérias mais opinativas. Isso porque o direito de resposta facilitará a correção das reportagens por parte de quem se sentiu ofendido. No Brasil, revistas, como a Veja, costumam ter muitos editorais sobre economia e política. Curiosamente, no ano em que a lei deve entrar em vigor, dois colunistas da publicação foram demitidos. O primeiro deles foi Rodrigo Constantino, que agora presta serviços para o Valor Econômico e para o jornal O Globo.

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Já a segunda dispensada foi Joice Hasselmann. A profissional deve continuar com seus comentários apenas nas redes sociais. 

No rádio e na televisão, esse direito de resposta deve causar mais problemas, até porque o tempo no ar é reduzido e caro. Ou seja, 30 segundos fazem total diferente. Atualmente, muitas vezes os envolvidos conseguem notas que negam as informações dadas em matérias.  #Governo