Não é de agora que pessoas de religiões afro-brasileira estão sendo alvo de ataques, mas, agora, seus templos também estão sendo atacados. Nesse sábado (28), foi realizado um ato religioso por entidades representantes da cultura afro-brasileira, no Distrito Federal, em forma de repúdio aos ataques sofridos pelos Terreiros de Candomblé em Brasília e nas cidades localizadas no entorno da capital federal.

Na madrugada dessa última quinta-feira (26) houve o mais recente dos ataques, foi na região administrativa do Distrito Federal (DF), a vítima foi o Núcleo Rural Córrego do Tamanduá, no Paranoá, localizado aproximadamente a 20 quilômetros da região central de Brasília.

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Atearam fogo no barracão no qual os filhos de santo do terreiro Axé Oyá Bagan realizavam seus cultos, mas felizmente ninguém se feriu. O Ministério Público e a Polícia Federal estão investigando esses crimes.

Esse é o quinto #Ataque a terreiros de Candomblé, só nos últimos três meses, no Distrito Federal e no seu entorno. Em meio aos escombros causados pela destruição, por meio de incêndio criminoso, os membros do terreiro Axé Oyá Bagan, reuniram-se para afirmar que atos de vandalismo não serão tolerados. Tiveram presentes também em apoio ao ato, a Ordem dos Advogados do Brasil no Distrito Federal (OAB-DF) e a Comissão de Direitos Humanos da Câmara dos Deputados.

Carlos Alberto de Souza, ouvidor da Secretaria de Promoção da Igualdade Racial (Seppir) da Presidência da República, falou que templos de religiões afro-brasileira de Brasília vêm sendo frequentemente alvo dos vândalos, crime esse que, segundo ele, não deve se considerar apenas como dano patrimonial, já que além dos barracões, os objetos que também têm ligação com a #Religião são destruídos durante os atos criminosos.

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"Sendo nosso país laico, não pode haver interferência nas religiões e nem o seu impedimento. Que o Estado olhe isso, acima de tudo através de políticas públicas para a comunidade. Aqui tem ancestralidade sendo posta, não se resume somente a religião. Tendo uma cultura a ser preservada, e não pode ser alvo de violência. É algo assustador, e a gente precisa reagir", discursou o mesmo durante o ato.

Foram registrados pela Secretaria de Direitos Humanos da Presidência da República (SDH) 462 casos de intolerância religiosa sofridos por membros de religiões afro-brasileira de 2011 a 2014, através do disque 100.