Nesta quarta-feira (11), por medida de segurança, moradores das regiões próximas a Bento Rodrigues, cidade atingida pelo rompimento de duas barragens na última quinta-feira (5), foram orientados a deixar o local. A área interditada abrange um raio de 10 km do distrito.

O motivo é o risco de rompimento da terceira barragem presente nas proximidades (barragem do Germano). A Samarco, empresa responsável pela exploração e pelas barragens, trabalha para evitar mais uma catástrofe. “Estruturas estão estáveis, mas é preciso reforçar a segurança de uma das paredes. Isso está sendo feito com apoio dos bombeiros para garantir a segurança das pessoas”, disse o presidente da empresa Ricardo Vescovi, em entrevista coletiva nesta tarde.

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Em decorrência do risco, o corpo de bombeiros foi obrigado a mudar sua estratégia nas buscas. Segundo o major Rubem da Cruz, novas medidas de segurança estão sendo tomadas. “Continuamos as buscas, mas em cotas mais altas. Em um nível mais alto do terreno.”, afirmou ao jornal Estado de Minas.

Desde segunda-feira (9), a Samarco está proibida de operar a mina de Germano. A proibição se deu por meio da Secretaria de Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável de Minas Gerais, que proibiu qualquer exploração, até que os danos causados pelo rompimento das barragens sejam devidamente reparados.

A reparação não é algo fácil. Para se ter uma ideia da dimensão das dificuldades ocasionadas pela tragédia, o vilarejo de Bento Rodrigues, provavelmente, deixará de existir. O coordenador da Defesa Civil de Minas Gerais, Helberth Figueiró de Lourdes, afirmou que vai recomendar para que o retorno ao distrito não ocorra.

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"Há quatro ou cinco metros de lama compacta em Bento Rodrigues. Mesmo se houver condições de os moradores voltarem, vou sugerir que isso não aconteça", disse. A lama atingiu não somente a região central do estado de Minas Gerais como também o estado do Espírito Santo.

Até o momento, o rompimento das barragens deixou oito mortes confirmadas e mais de 600 pessoas estão desabrigadas. Outras vinte pessoas seguem desaparecidas. #Natureza #Sustentabilidade