“Compre uma saia e leve uma bermuda de graça para o namorado”, e “Compre uma camiseta e leve uma blusa de graça para a namorada”. Estas frases estampam a fachada de uma das muitas lojas de vestuário no centro comercial de Salvador. Flávia Aguiar, 37 anos, é a dona da loja criadora desta promoção. Segundo ela, se não fizer algo do tipo, não vai vender mais nada por conta da crise.

“A #Crise tá triste, meu amigo. Mês passado eu não vendi quase nada. As pessoas entraram na loja, olharam, olharam, mas não levaram nada. Este mês tive que tomar uma atitude para não fechar o ano no vermelho. Baixei alguns preços e criei esta promoção.

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Por enquanto, parece que está dando resultado. As pessoas se motivam em gastar quando também têm a possiblidade de levar algo de graça para presentear algum ente querido. A princípio, as vendas melhoraram, mas vamos ver se continua. Tomara que sim”, espera Flávia.

Roberval Simões, 42 anos, é dono de uma pizzaria de médio porte na capital baiana. Com a crise, ele viu o faturamento de seu negócio cair quase 50% nos últimos três meses. Preocupado, o microempresário teve que pensar em alguma alternativa para atrair novamente a clientela e evitar o fechamento do estabelecimento.

“Fiquei assustado quando fui fechar o faturamento de outubro e evidenciei uma queda de 49% do lucro. Quase desisti de continuar, ninguém queria mais saber de pizza. Mas respirei fundo e comecei a pensar numa forma de reverter isso.

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Foi aí que tive a ideia de criar a promoção da ‘pizza dobrada’ das 22h até a meia noite. Nestas duas últimas horas para fechar o dia, quem vier aqui na pizzaria ou fizer um pedido delivery, vai levar duas pizzas por um preço de uma. Só nos três primeiros dias da promoção já vendi mais do que todo o mês de outubro. Estou mais tranquilo agora”, comemora Roberval. #Crise econômica #Crise no Brasil