No início deste ano um escândalo de #Corrupção envolvendo uma das maiores instituições do mundo, a Fifa, chocou os torcedores de futebol de todo o planeta. Uma operação feita pela Polícia Federal americana prendeu sete executivos, um deles o brasileiro José Maria Marin, um dos mais fortes dentro da CBF, a Confederação Brasileira de Futebol. A prisão aconteceu na cidade de Zurique, na Suiça, mas teve reflexos diretos para o mercado do futebol, especialmente o que envolve o midiático. Apesar de não ser citado no processo do FBI, o Grupo Globo decidiu fazer uma mudança interna em seu comando. A informação foi confirmada pelo UOL nesta sexta-feira, 06.

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Quem caiu foi Marcelo Campos Pinto, o homem forte da Globo dentro da CBF. Um comunicado interno foi enviado dentro do grupo nesta quinta-feira, 05, anunciando que Marcelo será aposentado antes do tempo. Apesar de parar de trabalhar, ele continuará a receber seus salários de sua empresa midiática. 

De acordo com o UOL, a aceleração da aposentadoria do executivo aconteceu por conta do escândalo que deixou boquiaberto os dirigentes do futebol brasileiro. No passado, Marcelo esteve envolvido diretamente em uma grande polêmica do esporte, quando os clubes decidiram por eles mesmo abrirem um novo campeonato e fundarem o Clube dos 13. O diretor negociou com cada clube e os convenceu a voltar a aceitar o esquema da CBF, ganhando mais por isso, é claro. 

Em seu lugar, entra Pedro Garcia.

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A preparação dele foi intensificada após as prisões realizadas em Zurique. Apesar do preparo, Garcia deve ter menos poder que seu antecessor, especialmente por não ter tantos contatos na Fifa e na CBF, coisa que Marcelo conseguiu ao longo de anos de trabalho. Para evitar problemas jurídicos ou políticos, o grupo Globo montou um comitê que acompanhará o processo de troca entre os dois homens. No futuro, quem deve comandar a área é o neto de Roberto Marinho, que tem o mesmo nome que o criador das Organizações hoje. Roberto Marinho Neto tem hoje 31 anos.  #Crime