José Eduardo Cardozo, ministro da Justiça, anunciou na última terça-feira (10) que o Governo está tomando todas as providências para que o valor das multas para quem realizar interdições em rodovias seja ainda maior. O mesmo irá valer para quem organizar manifestações nestes locais. De acordo com o ministro, uma MP - Medida Provisória - será publicada ainda nesta quarta-feira (11) trazendo estas novas regras.

Esta Medida Provisória tem como objetivo o de incluir no Código Nacional de Trânsito uma multa, cujo valor será de R$ 5.746, que será aplicada a todos aqueles que restringirem, interromperem ou perturbarem a circulação de veículos nas rodovias.

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Será também aplicada uma multa no valor de R$ 19.154,00 para todos aqueles que realizarem manifestações nas rodovias do país. E se houver reincidência a multa será aplicada novamente, só que tendo o valor em dobro.

E as punições não param por aí, pois os infratores terão suas carteiras de habilitação suspensas por um período de 12 meses, além da apreensão e remoção do automóvel juntamente com toda a documentação.

Outra punição que será aplicada a todos estes que atrapalharem o fluxo de automóveis nas rodovias brasileiras é a proibição por um período de 10 anos para receberem o crédito que ajuda na compra de novos veículos.

Caminhoneiros em vários estados brasileiros estão impedindo a passagem de outros caminhões e mesmo aqueles que não querem aderir à #Greve são obrigados a ficarem parados nas rodovias.

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Cardozo explicou que a intenção destas mudanças é punir com maior rigor as pessoas que estão obstruindo a rodovias, sublinhando que estas manifestações são políticas e não possuem sequer uma pauta de reivindicações.

O ministro ainda alegou que tais medidas não estão sendo tomadas para "calar opositores" e sim para defender o interesse dos cidadãos brasileiros, pois as manifestações estão causando grande transtorno à população, inclusive prejudicando o abastecimento de alimentos, combustíveis e muitos outros itens inclusive os que são considerados essenciais. #Governo #Crise econômica