Pode parecer crise conspiratória dizem alguns, mas o terrível atentado terrorista ocorrido sexta-feira (13) em Paris, além de estarrecer o mundo, serviu como uma forma dos políticos brasileiros novamente taparem o sol com a peneira, como é o caso do maior acidente ecológico já ocorrido no Brasil ou o rompimento das duas barragens da mineradora Samarco em Mariana na região central de Minas Gerais. Coincidência ou não, coube ao governador mineiro Fernando Pimentel (PT) declarar por meio da mídia em 14/11, de que a retirada de água do Rio Doce, “assassinado” e “enterrado” pela lama tóxica do acidente na usina minera, será efetuada a partir de 16/11 para a população.

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Fernando Pimentel esteve na cidade com Elisa Costa, prefeita do município e Gilberto Ochi, ministro da Integração, para um encontro do comitê de risco formado depois do vazamento ou destruição das barragens. Houve a apresentação de um laudo por parte do governador, que segundo ele, possibilitava a volta do consumo de água do Rio Doce. 

Os técnicos usarão uma substância que coagula sedimentos e outros componentes da água, de nome polímero de acácia negra, favorecendo a decantação e desmembramento dos resíduos em compostos diferentes. Ainda conforme o diretor do Saae - Serviço Autônomo de Água e Esgoto Omir Quintino, previamente a liberação da água para ser consumida pela população, vários outros testes serão feitos nas 5 estações da cidade de Mariana, as quais serão lavadas. 

“Os caminhões-pipa e as caixas d'água que abastecem os habitantes da região, serão todos mantidos”, disse Elisa Costa na entrevista concedida por ocasião da apresentação do laudo pelo governador.

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Já Omir Quintino anunciou que a Samarco estará entregando a 2.ª ETA - Estação de Tratamento de Água (ETA) móvel ainda no domingo de 15/11 com a capacidade de purificar 120 litros de água por segundo, o que é bem menos do que a mineradora Samarco conseguiu destruir com o acidente na mesma escala de segundos. 

Apesar dá desconfiança da população e de pesquisadores independentes, Omir Quintino continou afirmando que o laudo técnico expedido foi capaz de confirmar que não existem mais metais pesados no que era outrora o Rio Doce. “Somente a quantidade de manganês não é considerada normal, o que não impede o tratamento da água”, disse Quintino.

A prefeita Elisa Costa por sua vez novamente explicou que parte da água fornecida pela Vale no dia 13/11 estava contaminada por querosene, pois provavelmente, estava acondicionada em vagões de trem que fizeram o transporte da mesma e que tinham carregado querosene anteriormente. Vale frisar que após a privatização da Vale do Rio Doce, a empresa tem sido alvo de críticas de inoperância e mal funcionamento na qualidade técnica dos seus serviços e produtos.

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Para a sociedade cabe fazer algumas perguntas: o governador Fernando Pimentel; a prefeita Elisa Costa; o ministro da Integração Geral Ochi e o diretor da ETA, Omir Quintino, beberão a água captada do Rio Doce? Se a água é apropriada, em quanto está a concentração de arsênio, chumbo, mercúrio, bário, níquel, cobre, manganês, urânio e outros metais tóxicos no rio? Se todas as respostas forem satisfatórias para a opinião pública, ainda assim, há os mais desconfiados que convidam as mesmas autoridades a se refrescar em um mergulho nas águas do Rio Doce. #Animais #Corrupção #Aluvião