Um fato que aconteceu na última segunda-feira, 16, ainda repercute em todo o país. De acordo com informações do jornal 'O Dia', a jornalista Ilze Scamparini, correspondente internacional da Globo na Europa, pode ser rebaixada e ter que voltar a trabalhar apenas no Brasil. Isso pode acontecer devido à uma reclamação feita pela própria profissional durante uma transmissão ao vivo. Conversando com o seu chefe, William Bonner, Ilza foi clara e pediu desculpas por não estar se apresentando na melhor forma. Isso estaria acontecendo, segundo a própria jornalista, devido à uma jornada exaustiva de trabalho. 

A coragem e o desabafo feita em rede nacional surpreendeu a todos, inclusive o próprio grupo de comunicação para que Scamparini trabalha.

Publicidade
Publicidade

Ilze geralmente cobre a vida do Papa Francisco, em Roma, na Itália, mas por conta dos atentados terroristas que aconteceram em Paris, na França, ela foi deslocada, fazendo parte de um time de repórteres, que entrou ao vivo nos principais telejornais da casa. 

De fato, a profissional parecia muito abatida e cansada no vídeo, tendo até uma certa dificuldade para falar. Até o momento, nenhum sindicato dos jornalistas se pronunciou sobre o episódio. A rotina da repórter é parecida com a de milhares outros profissionais da mídia em todo país. A única diferença é que ela ganha muito bem para realizar o seu trabalho. Especialmente em 2015, a classe formada por comunicadores sociais se viu ainda mais abatida, necessitando aceitar salários cada vez mais baixos e rotinas de trabalho que beiram à escravidão.

Publicidade

Medida para economizar deve fazer troca troca

O Grupo Globo já pretendia há alguns meses tirar os considerados "medalhões" e trocar eles por profissionais mais jovens e baratos. Ilze não estava na relação das trocas, mas depois do desabafo, segundo o jornal 'O Dia', pode seguir o mesmo caminho de Renato Machado e outros, que voltarão a receber em real e morar no Brasil. A medida acontece por conta do alto valor do dólar e do euro, que ultrapassa os R$ 4.  #Desemprego #Crise #Rede Globo