Como já era esperado, as medidas adotadas para impedir que a lama de rejeitos da represa em Mariana chegasse até a foz do Rio Doce não surtiram nenhum efeito. Foram utilizadas diversas boias para tentar conter o estrago junto à vegetação onde ocorre o desaguamento no mar, bem perto da cidade de Linhares, no Espírito Santo, mas nada adiantou.

Ambientalistas e moradores da região estavam preocupados porque este local, onde há o encontro do Rio Doce com o mar, é o berçário do "Guaiamu", uma espécie de caranguejo. Com a lama de rejeito que atinge toda a região, o prejuízo pode ser incalculável.

A Samarco instalou boias junto à vegetação para impedir que ela fosse atingida, mas especialistas já haviam afirmado que isto não resolveria, pois estas boias são utilizadas quando há vazamento de óleo, já que neste caso não há uma mistura e o óleo fica sobre a água.

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Neste caso em específico, as boias não resolveram absolutamente nada, porque a lama se mistura com a água; como as boias ficam flutuando, não tinham como impedir este desastre.

Mais de 9 quilômetros de barreira foram instalados para proteger o estuário, que é a área de transição entre o rio e o mar. A Samarco insiste em afirmar que o resultado foi satisfatório e mesmo não conseguindo proteger 100% do local, foi possível proteger ao menos parte do meio ambiente nesta área.

A empresa já adiantou que o TCSA - Termo de Compromisso Socioambiental - irá cobrir todos os prejuízos que não foram impedidos. Este termo foi assinado com o Ministério Público do Espírito Santo, que já está tomando todas as providências, fazendo agora um levantamento completo de tudo que foi destruído para saber o real tamanho do estrago provocado por esta lama de rejeitos.

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Milhares de pessoas ao longo do Rio Doce foram prejudicadas, mesmo aquelas que moram distante do local onde a represa se rompeu.

Uma empresa especializada em grandes desastres foi contratada pela Samarco para elaborar um plano de ação e implementar tudo que precisa ser feito nas áreas impactadas por todo o Rio Doce. #Natureza #Crime #Casos de polícia