Segundo o biólogo André Ruschi, Estação Biologia Marinha Augusto Ruschi, os 62 bilhões de litros de rejeitos oriundos do rompimento de uma barragem da cidade de Mariana (Minas Gerais), atingiriam cerca de 10 mil km², despejados ao longo do Rio Doce, por 500 km, atingindo o Giro de Vitória, um importante local de nutrientes para os #Animais marinhos, como golfinhos e baleias jubartes.

André estima que a carga tóxica pode contaminar três unidades de conservação: Costa das Algas, Santa Cruz e Comboios, somando mais de 200.000 hectares no oceano, o equivalente a 2.000 km². Ele também informa que o ecossistema marinho é mais vulnerável, o impacto no mar seria como a contaminação de uma área de 20.000.000 hectares.

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Seria como destruir todo o Pantanal, de uma vez só.

Ruschi ainda acredita que se nada for feito contra a enxurrada de lama, pode demorar 100 anos para os efeitos serem revertidos. Caso não seja impedido que a lama chegue ao mar, o desastre pode chegar a proporções mundiais, e com consequências difíceis de se imaginar.

Samarco

A empresa fez um acordo com o Ministério Público de Minas Gerais, de que vai usar R$ 1 bilhão para medidas de recuperação ambiental e pagamentos de indenização. Ainda de acordo com o termo, os gastos deverão ser auditados por uma empresa que o MP escolher. A mineradora vai apresentar laudos mensalmente de que os valores estão sendo gastos com prevenção e reparação aos danos socioambientais, causados pelo rompimento da barragem.

Protestos

Um grupo de ativistas fizeram manifestações em Belo Horizonte neste sábado, 21, contra a mineradora Samarco.

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O ato começou por volta das 17h, na Praça da Liberdade. Conforme a organização da manifestação, o ato é pela responsabilização pelo desastre socioambiental, que causou danos a Mariana, e ao meio ambiente.

Prejuízos aos Produtores

Muitos produtores rurais tiveram danos com a passagem da lama, como a destruição de mil pés de pimentas biquinho de uma associação do distrito de Bento Rodrigues. A propriedade, formada principalmente por mulheres, plantava e colhia pimentas. Eram produzidos cerca de duzentos e cinquenta potes de geleia, que eram vendidos para supermercados da região.

No total, nove famílias viviam da produção de pimentas na região. #Natureza #Crime