A violência contra as mulheres é um tema muito debatido na sociedade atual e o número de crimes cresce assustadoramente, mesmo com medidas de prevenção. No Brasil são muitos os casos que envolvem agressões ao sexo feminino que vão desde as físicas às de ordem moral, englobando o aspecto familiar, social e cultural.

A ONU (Organização das Nações Unidas) condena ações que prejudiquem e constranjam as mulheres, sejam o assédio, o racismo ou a #Violência doméstica e sexual. Phumzile Mlambo-Ngeuka, representante ONU Mulheres, disse nesta quinta-feira (19/11) que os líderes devem ter tolerância zero com a violência contra a mulher, e que é inadmissível que o prefeito do Rio de Janeiro Eduardo Paes, tenha indicado a seu sucessor para a próxima disputa eleitoral, um candidato que tem histórico de agressões contra sua ex-esposa, Pedro Paulo Carvalho (secretário de governo do RJ).

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Na quinta-feira, (19/11), em Brasília, ocorreu a Marcha das Mulheres Negras, que contou com 15 mil pessoas, incluindo Mlambo. Ela está divulgando a campanha de 16 dias de ativismo contra a violência de gênero, que se iniciará dia 25 de novembro (Dia Mundial para Erradicação da Violência contra a Mulher) e encerrará dia 10 de dezembro (Dia Mundial dos Direitos Humanos).As ações da ONU visam despertar a consciência das pessoas sobre esse tema que causa tantos problemas sociais e o respeito é a melhor saída para a convivência humana.

Para Mlambo, um verdadeiro líder tem que ter e passar uma imagem limpa sem manchas, pois estará a frente de questões complexas e reais, e como falar da não violência se o mesmo a pratica? Ficará no "façam o que eu falo, mas não façam o que eu faço".

Entre as perguntas feitas a Phumzile Mlambo, a mais polêmica foi a referente ao projeto de Eduardo Cunha, que ela criticou.

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Cunha deseja modificar as leis que dizem respeito a prática do aborto legal quando se tratar do caso de estupro. Para ele, as mulheres grávidas vítimas de estupro deverão fazer um boletim de ocorrência e exame de corpo de delito para comprovar que sofreu abuso sexual e somente através da veracidade dos fatos é que se permitirá o aborto.

Mlambo rejeita esse projeto e afirma que é uma violação dos direitos das mulheres; para ela os serviços que estão dentro da lei não são seguros e essa burocracia fará com que mulheres busquem clínicas clandestinas para realizarem o aborto, e suas vidas acabarão em risco. #Família #É Manchete!