O Rio de Janeiro é um dos estados campeões no número de demissões em 2015. Acompanhado de São Paulo, a região tem registrado baixas nas mais diversas categorias, como na construção civil e na área do petróleo. Algumas plataformas praticamente pararam e muitas pessoas perderam seus empregos. O setor do entretenimento e da comunicação social também afeta a cidade maravilhosa, mesmo há meses da Olimpíada do Rio de Janeiro. 

Nesta segunda-feira, 23, por exemplo, quem fez mais de 500 demissões foi a empresa de Edir Macedo, a TV Record. Todas elas aconteceram em Vargem Grande, região próxima à Barra da Tijuca, no Rio. No local, está localizado o RecNov, centro de produção dramatúrgica.

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Todos os funcionários foram colocados em um auditório improvisado e ficaram sabendo oficialmente das demissões. Até mesmo os funcionários dos Recursos Humanos irão ser demitidos após o furacão com os demais passar. A expectativa é que todos os contratos já estejam rescindidos até o fim deste ano. 

O local agora será comandado por uma empresa terceirizada, a Casablanca. A empresa paulista prometeu recontratar todos os demitidos que quiserem continuar na nova fase do RecNov, que pode até mudar de nome. Na recontratação, os salários a serem pagos vão ser até 60% menores. A questão é que, mesmo na crise, não tem  válido tão à pena assim aceitar a nova proposta. Desde o meio do ano, quem pôde já procurou novas funções no mercado carioca, que anda fraquinho.

Segundo informações da jornalista Patrícia Kogut em reportagem feita nesta quarta-feira, 25, o Sindicato dos Radialistas do Rio de Janeiro, depois das demissões decidiu entrar com uma ação civil pública contra a emissora.

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A jornalista não trouxe detalhes sobre o que a entidade espera com um processo.

Entre os demitidos estão trabalhadores das mais variadas funções, como maquiadores, camareiros, assessores, produtores, técnicos de luz e som. A Casablanca alugará o espaço por pelo menos cinco anos, mas a ideia é que esse aluguel se estenda por dez anos.  #Desemprego