Bombeiros localizaram na madrugada de hoje (26), mais um corpo na área atingida pelo rompimento da barragem da Samarco. É a 13ª vítima da tragédia em Mariana, interior de Minas Gerais. Os bombeiros contaram com a ajuda de cães farejadores. A ossada estava no distrito de Ponte do Gama, a 35 km do centro de Mariana, e será encaminhada para análise de DNA.

Três semanas após o rompimento da barragem, o volume de lama nos distritos atingidos ainda é enorme. Muitos funcionários da empresa estão ajudando na limpeza. A maior parte dos 3 mil funcionários das unidades da Samarco, em Minas e no Espírito Santo, está em licença remunerada e férias coletivas.

Publicidade
Publicidade

A empresa tem até o dia 28 de novembro para apresentar ao Ministério Público do Trabalho, um plano que assegure os empregos dos seus funcionários e dos terceirizados. A mineradora tinha até às 16 horas de hoje para depositar 500 milhões de reais em uma conta destinada para a recuperação dos danos. Outros 500 milhões devem ser depositados em até 30 dias.

O dinheiro vai para um fundo criado pela empresa em acordo com os Ministérios Públicos Estadual e Federal. O presidente da Samarco também foi intimado a prestar esclarecimentos no Ministério Público de Mariana. A mineradora tinha até ontem (25) para apresentar um plano definitivo de reassentamento das vítimas, o que não foi feito de acordo com a promotoria.

Por e-mail, a empresa pediu para prorrogar o prazo. Em nota divulgada ontem, relatores especiais da ONU (Organização das Nações Unidas) para questões ambientais, criticaram as leis brasileiras, dizendo que elas deveriam ser “mais consistentes” com os padrões internacionais.

Publicidade

Em resposta a ONU, o Serviço Geológico do Brasil divulgou hoje o resultado de novas análises feitas em amostras de águas e sedimentos coletados no Rio Doce. Os resultados mostram uma diminuição nos níveis de oxigênio, o que explica a mortandade de peixes, mas não há, segundo o órgão, contaminação por metal pesado. Logo, depois de tratada, a água pode ser destinada para consumo.

A Samarco também rebateu a nota divulgada pela ONU, afirmando que a lama não apresenta risco à saúde humana, que está prestando assistência para as vítimas e também atuando para minimizar os impactos ao meio ambiente.

Já o #Governo Federal, informou que vai entrar em contato com a Organização das Nações Unidas para esclarecer as medidas que vem tomando em relação à tragédia de Mariana. #Legislação #Crime