A mineradora Samarco, foi notificada nesta quarta-feira, 18, pela Subsecretaria Estadual de Fiscalização de Meio Ambiente, a pagar uma multa no valor de R$ 112.690.376,32, por causa dos danos que o rompimento da barragem Fundão, que ocorreu no dia 5 de novembro. A mineradora tem 20 dias para pagar a multa ou apresentar uma defesa. 

O documento faz citação ao danos à segurança, à saúde, aos recursos hídricos, e ao bem-estar da população. A empresa já recebeu outra multa do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis, sendo no valor de R$ 250 milhões. Os motivos são a poluição hídrica, causar a interrupção no abastecimento de água, a perda da biodiversidade do Rio Doce, e provocar a mortandade de animais.

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Investigações

Quase duas semanas depois do rompimento da barragem, ainda existem dúvidas sobre os responsáveis de uma das maiores tragédias ambientais do Brasil. A Samarco anunciou medidas para ajudar a população, e tentar reparar os danos causados ao meio ambiente. A mineradora é considerada a principal responsável pelo acontecido, segundo Isabela Cordeiro, promotora do Ministério Público do Espírito Santo. 

Assistência às famílias

A Samarco se comprometeu com o MP, uma série de medidas para ajudar as famílias afetadas. Segundo a empresa são mais de 400 profissionais atendendo as comunidades que foram afetadas, e dando estadia a mais de 600 pessoas, em hotéis e pousadas. Também será disponibilizado equipamentos de limpeza, água, cestas básicas e itens de higiene. 

Como Governador Valadares e Colatina que foram atingidas pela lama, as cidades tiveram que suspender temporariamente o abastecimento de água.

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A Samarco forneceu água potável aos moradores. Na cidade de Governador Valadares, a equipe da BBC Brasil identificou que os moradores da cidade esperavam pela água em uma fila de mais de mil pessoas. 

Igrejas

Marcos Paulo Mirando, promotor de Defesa do Patrimônio Cultural e Turístico de Minas Gerais, informou nesta quinta-feira, 19, que a enxurrada de lama do rompimento da barragem, foi a maior tragédia ao patrimônio sacro de Minas Gerais. O promotor confirmou que mais 300 peças que estavam em capelas dos distritos Barra Longa  e de Mariana foram recuperados. 

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