Depois de muitos rumores, a #Crise, de fato, se instalou no Brasil em 2015. Instabilidade política, casos constantes de corrupção, falhas em planejamentos e metas do Governo Federal, arrombamento dos cofres públicos, dentre outros fatores, são apontados pelos economistas como algumas das principais causas que levaram o país a esta grave #Crise econômica, que fez o dólar disparar (chegando à marca de R$ 4 no início de novembro) e, por conta disso, disparar também o preço de quase tudo no Brasil.

Toda essa crise se resume em uma única palavra: inflação. É ela que, quando não controlada pelo Governo, impacta, de forma significativa, a vida de milhões de brasileiros.

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Com o prolongamento da crise, que já se arrasta por quase um ano, levando em consideração que os indícios dela começaram já no final do ano passado, a inflação se manifesta de maneira ainda mais drástica no dia a dia da população.

A mesa de Dona Ângela

A ida ao mercadinho do bairro não é mais a mesma. Quando tem que ir fazer às compras para abastecer a geladeira e o armário da cozinha, Dona Ângela, 56 anos, já imagina o sofrimento com a alta dos preços. “Não tá brincadeira não, meu filho. A gente já se estressa só de lembrar dos preços. Quando chego no mercado, tomo cada susto. O que já estava caro, tem ficado ainda mais caro. O feijão até outro dia tava R$ 4,80. Nem bem reclamei e o feijão já tá R$ 5,30. O que é isso, meu Deus? Desse jeito não vamos comer mais nada”, reclama a dona de casa.

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Moradora do bairro Dois de Julho, em Salvador, há 42 anos, Dona Ângela diz que nunca passou por uma crise como esta. “O país já teve outras crises, mas essa tá demais. Eles fazem as m(...) deles lá e a gente é quem paga o pato? Isso tá errado. Porque eles não tiram dos bolsos deles? Sempre sobra para o povo. Antes dava para fazer uma mesa boa, tanto no café da manhã, quanto no almoço. Agora é um pãozinho com café, um arroz com feijão, um ovinho para completar, e mais nada. Se a gente vacilar passa fome no final do mês. O que é isso minha gente? Temos que protestar”, sugere Dona Ângela.

A demissão de Robson

Há pouco mais de três meses, Robson Nascimento, 26 anos, editor de vídeo, foi chamado na sala de reunião da produtora de vídeo em que trabalhava há cerca de três anos em Salvador. Após uma conversa breve com o seu superior, o profissional deixou o local com o aviso prévio. Exatamente 30 dias depois, Robson estava oficialmente desempregado.

“Não foi fácil cara. Já tava ouvindo essa história de crise por todos os cantos e tava com medo disso chegar até a mim.

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E não teve jeito. Perdi meu emprego e agora estou aqui nessa luta para arrumar trabalho. Não acho nada. Ninguém está contratando há pelo menos três meses. Está difícil porque moro de aluguel e o dinheiro do seguro desemprego está acabando. Estou desesperado”, confessa Robson.

A história deste profissional pode ser semelhante à de milhões de brasileiros que perderam seus empregos em 2015. Para piorar a situação, segundo o relatório de mercado, apresentado no início de novembro pelo Banco Central, a situação não deve melhorar nos próximos meses, devido à perspectiva de novo recolhimento do PIB (Produto Interno Bruto) do país, que deve sofrer nova retração de 3,02%. #Crise no Brasil