No início da noite desta quarta-feira, 16, os brasileiros ficaram surpreendidos com o bloqueio do WhatsApp em todo o país. A partir das 0h desta quinta-feira, 17, o aplicativo não funcionará em todo o território nacional. A medida valerá por 48 horas e é considera cautelar. De acordo com a advogada Maria Inês Dolci, coordenadora institucional da ProTeste, a medida da justiça de São Paulo é ilegal pois vai contra o Marco Civil da Internet, muito batalhado para ser regulamentado.

Em seu blog na internet, a advogada explica que a medida da justiça de tentar bloquear os consumidores de usarem o aplicativo é contrário aquilo que ficou acordado no Marco Civil da Internet, que diz que esse tipo de intervenção não pode acontecer, pois existe a chamada "neutralidade" da rede.

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No início do ano, um juiz do Piauí já havia expedido uma ação que anunciava a suspensão do serviço. Horas depois, no entanto, um desembargador do mesmo estado reverteu a decisão. 

Para a advogada Maria Inês Dolci, a proibição do uso do programa de troca de mensagens causa prejuízos para milhões de brasileiros. O autor da ação não foi identificado pela justiça de São Paulo, mas para Maira Inês, querendo ou não, a medida é a favor das operadoras de telefonia no país, que já vinham tentando acabar com a troca de arquivos de voz pelo aplicativo. A função gerou grande prejuízo para as companhias, que encareceram o serviço de internet. 

A advoga lembra que a instituição que ela representa, a 'Proteste', tem deste de agosto uma campanha que defina claramente que trocas de arquivo de voz não é uma ligação telefônica.

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Segundo ela, um abaixo-assinado na internet já tem mais de 100 mil adesões. Além do WhatsApp, vários outros aplicativos fazem serviços semelhantes. O mais usado depois do popular "Zap Zap" é o chat do Facebook. Através dele, também é possível fazer videoconferências ou apenas gravar mensagens de voz. O Viber é outro software bastante usado em todo o mundo. Na internet, muita gente disse que não vai gastar dinheiro falando nas ligações tradicionais.  #Crime #Investigação Criminal