Especialistas da área de saúde confirmam ser boato as notícias espalhadas pelas redes sociais nos últimos dias associando o alto índice de nascimentos com microcefalia, principalmente na região nordeste, a imunização de mulheres grávidas com vacinas vencidas.

Muito tem se falado nas últimas semanas em relação ao aumento drástico do número de nascimentos de crianças portadores de microcefalia, e a ligação entre a má formação e o #Zika Vírus ainda está sendo estudado pelos especialistas, mas já é visto como a principal causa do aumento dos casos no Brasil.

Apesar dos estudos associarem o Zika vírus a microcefalia, os especialistas ainda estudam o que leva alguns bebês nascerem com esta condição, já que nem toda mulher contaminada na gravidez, dá à luz uma criança com a má formação.

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As notícias dos últimos dias, iniciadas nas redes sociais, fazem uma associação aos casos recentes com a imunização de mulheres com um lote de vacinas vencidas que deveriam protegê-las da rubéola, mas a especialista professora da UFRGS e presidente da Sociedade Brasileira de Genética Médica, Lavínia Schuler Facini e o chefe do serviço de infectologia da Santa Casa de misericórdia de Porto Alegre, Paulo Behar, desmentem o boato e esclarecem.

A rubéola, quando contraída por mulheres em gestação, pode levar ao nascimento de bebês com microcefalia, mas o Brasil foi declarado livre da rubéola pela OMS (Organização Mundial da Saúde) no começo de 2015, além do fato de não ter havido uma vacinação em massa no país recentemente. 

Com a perda da validade, o medicamento perde a sua eficácia, mas é incapaz de transmitir qualquer #Doença, explica a especialista.

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A entrada do vírus no país também é um mistério não resolvido, mas estima se que tenha sido trazido por algum estrangeiro durante os eventos recentes no país, como a Copa do Mundo e mais recentemente em uma competição de canoagem realizada no Rio de Janeiro.

No vídeo divulgado na internet, a África é citada como um continente que convive com o Zika vírus e que não tem os casos de má formação encontrados no Brasil, mas novamente os especialistas afirmam que a informação não é verdadeira, pois devido aos altos índices de mortalidade infantil e o não registro dos nascimentos de crianças com problemas congênitos, impossibilitam fazer essa relação. #Organização Mundial de Saúde