Está aumentando o desemprego entre os principais provedores do lar. Nas seis regiões metropolitanas do país de maior representação, em novembro, havia 548 mil desempregados nessa categoria. O número representa um aumento, em relação ao ano passado, de 56,9%, é o que indica estudo do IBGE. 

É um drama particular o que vivem as famílias nessa situação, pois ao perderem o emprego, os principais provedores do lar não podem mais contribuir com as despesas. Muito deles são responsáveis até por 100% do que se gasta para a manutenção da família. Quando um golpe como esse se instala numa família, as primeiras ações são vender o patrimônio.

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Assim, muitos se desfazem do carro, de bens caros e, em alguns casos, até mesmo de imóveis, enquanto o chefe de família faz bicos e busca retomar um emprego que pague valor semelhante ao anterior. 

Começo do crescimento        

Foi já em janeiro de 2015 que este número começou a crescer. Nesse mês o número de desempregados registrados foi de 357 mil. Após o aumento, identificou-se crescimento de 4,7%. Embora seja um número alto e causa, sem dúvidas, problemas extremos para as famílias, o número ainda ficou abaixo da média. 

Num famoso site de busca de emprego, o crescimento de cadastro de currículo tem sido acelerado. Em apenas uma hora registrou-se mais de 170 novos currículos. A crise tem afetado mais gravemente os jovens, cujos cadastros nesse site avançaram quase 50% em relação ao ano passado.

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Até pouco tempo atrás, os filhos eram poupados quando se tratava de discutir o orçamento da família. Hoje, a pesquisa também indica, eles já são chamados a contribuir, quando não trabalhando mesmo, então ajudando na meta de economia ou sacrificando certos luxos. 

Infelizmente, as más notícias não terminam por aqui. De acordo com o economista Marcel Caparoz, o desemprego ainda não atingiu o seu pico e deve seguir subindo até o ano de 2017, quando provavelmente alcançará dois dígitos percentuais. A expectativa é de que os números comecem a melhorar apenas a partir de 2018. #Crise econômica #Recessão no Brasil