No início do mês de agosto de 2015, Benjamin Netanyahu, que é o 1.º ministro de Israel, designou Dani Dayan que é de origem argentina e também o principal líder dos colonos judeus, para ser o novo embaixador israelense no Brasil. Entretanto, já se passaram mais de 4 meses, e a presidente Dilma Roussef com o seu #Governo do PT e da base aliada ainda não referendou ou concedeu o agrément a Dayan, que hoje é um ex-dirigente do Conselho Yesha, reunindo os assentamentos em Jerusalém Oriental e na Cisjordânia, que são regiões ocupadas por Israel a partir da Guerra de 1967. 

Pronto! Está acontecendo mais uma disputa diplomática entre Brasil e Israel, o gigante da América Latina e a maior potência bélica do Médio Oriente respectivamente.

Publicidade
Publicidade

Tanto é assim, que um funcionário de alto escalão em Brasília, manifestou-se a um famoso jornal de Israel dizendo que o Gabinete do Governo brasileiro apesar de não dar o de acordo a indicação de Dayan, por outro lado, não o vai rejeitar de modo expresso. 

Esse mesmo funcionário atesta que a presidente Dilma se restringirá a aguardar que o seu colega Netanyahu de Israel, perceba a mensagem subliminar e acabe retirando a indicação de Dani Dayan, pois este último é totalmente contrário a existência paralela de dois Estados, um judeu e um palestino, o que poderia, talvez, dar cabo ao embate entre judeus e palestinos. 

Enfim, Dayan mora em um dos muitos assentamentos judeus em território ocupado primeiro militarmente e conforme alegação do Governo Federal brasileiro, foi por isso e pelo Brasil não ter sido previamente consultado acerca da nomeação do israelense, que acabou culminando com que Dayan não tenha sido aceito até agora como embaixador de Israel no Brasil.

Publicidade

Fato é, que Brasília só teve acesso a notificação, após Netanyahu tê-la anunciado a imprensa de seu país. 

Barak David que é correspondente diplomático de um outro jornal israelense, afirma que o Ministério de Relações Exteriores de Israel, que tem exatamente na pessoa de Netanyahu o seu principal expoente, irá esperar pacientemente que o Brasil veicule seu agrément para Dayan. O governo de Telaviv acredita na transição de postura por parte de Brasília, e reafirma que não há sequer um precedente legítimo para que fosse negada a permanência do embaixador indicado. 

Hoje Dayan está com 59 anos, é afiliado ao partido Lar Judaico, principal partido político dos cerca de 600.000 colonos judeus dos assentamentos e um dos pilares que sustentam o governo de coalizão de Israel. Esse imbróglio estimula uma possível reação por parte de Israel, como, por exemplo, o rebaixamento do nível das relações entre ambos os países, justamente em uma fase que os israelenses têm elevado interesse no crescimento das relações com a Latino-América e “com destaque para o Brasil”, de acordo com as palavras de Netanyahu quando indicou Dayan como o mais novo embaixador.

Publicidade

Deputados brasileiros no Congresso juntamente com mais de 40 grupos e organizações do Brasil, indagaram veementemente a indicação de Dayan como embaixador israelense, uma vez que o consideram um líder da ocupação absurda de territórios da Palestina e em sendo assim, há a violação das leis internacionais sobre o tema. Vale frisar que o Brasil já chamou de volta o embaixador brasileiro em Israel desde 2014, quando aconteceu a guerra na Faixa de Gaza. #Congresso Nacional #Câmara dos Deputados