O #Governo do Estado do Rio de Janeiro está sendo bombardeado de críticas da população e meios de comunicação. O motivo é a crise na saúde pública, uma vez que cidadãos estão morrendo por não terem atendimento médico em virtude de pouco ou nenhum investimento na área. A desculpa oficial é que o Estado está quebrado e não há verbas para quitar tantas dívidas de uma só vez.

Mas se por um lado não sobra dinheiro para a saúde pública do carioca, por outro há aproximadamente R$800 mil para um show com o cantor Zeca Pagodinho na praia de Copacabana no Réveillon do Rio, Além desse valor, há o dinheiro investido na queima de fogos, que é considerada a maior queima do mundo.

Publicidade
Publicidade

Não foi divulgada qual será a estrutura dessa parte do evento esse ano, mas mesmo com possível patrocínio, os valores costumam ser altos.

Resposta oficial do Governo

Em resposta à enxurrada de críticas, o governo declarou que o Réveillon carioca traz perto mais de R$2,4 bilhões para os cofres da cidade, o que ajudaria na atual crise; logo, o investimento com o show do cantor é 'necessário'. Acredita-se que a festa na praia vá atrair pelo menos 850 mil pessoas, sendo centenas delas estrangeiras. No começo do mês, a RioTur, organizadora do evento, disse ao portal R7 que o show traria cerca de R$2,9 bilhões para a cidade.

Zeca e os shows públicos

Zeca Pagodinho já foi condenado em um processo recentemente por superfaturamento de um cachê em apresentação de comemoração do aniversário de Brasília no ano de 2008.

Publicidade

Caos na saúde pública

As UPAs que antes funcionavam 24 horas estão funcionando 12 horas em vários pontos. Entretanto, existem bairros onde as Unidades de Pronto Atendimento não estão funcionando. Os Pronto Socorros estão com fila de espera de várias horas e pacientes com fraturas e doenças graves estão aguardando atendimento no chão ou em macas nos corredores. Não há médicos suficientes para prestar o atendimento ao público, uma vez que parte deles se recusam em trabalhar por causa do atraso dos seus pagamentos. A população pede socorro, mas a ajuda deve surgir só depois do Réveillon, que é prioridade para o governo nesse momento. #Crise econômica #sistema de saúde