A decisão desta quarta-feira, 16, da justiça de São Paulo, infelizmente equipara o Brasil a países conhecidos pela censura. Livres da Ditadura desde a década de 80 do século passado, os brasileiros ficaram surpreendidos ao saberem que o WhatsApp sairia do ar por 48 horas. Inicialmente, o serviço foi interrompido através do 3G e do 4G. No entanto, usuários já não conseguem usar a plataforma através do Wi-Fi. O Facebook, que comprou a marca, através de seu cofundador, Mark Zuckerberg, fez um comunicado online, dizendo que tentará suspender a decisão da #Justiça. Zuckerberg em uma mensagem em inglês se disse triste e chocado com o que o Brasil passa nesse momento.

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Ele se junta a inúmeros especialistas, juristas, representantes públicos e celebridades, que manifestaram até o medo de que a própria internet brasileira possa ser interrompida ou de alguma maneira bloqueada. Para muitos, isso parece impossível. No entanto, na Coréia do Norte, usuários estudam informática apenas acessando uma espécie de intranet. Na China, quando a crise política se aprofundou, diversos blogs e sites foram retirados do ar. Até o Google sofreu restrições. Na madrugada desta quinta-feira, o jornalista William Waack comparou o Brasil ao Irã e disse que o país está crescendo na contramão. 

A decisão da justiça é contrária ao Marco Civil da Internet, considerado um grande aliado da liberdade na Web. Ficou acordado através do marco que provedores, aplicativos e sites não tem a responsabilidade sobre o que terceiros possam praticar com a ferramenta.

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É como condenar uma empresa de biscoitos por engordar as pessoas, uma de bebida por uma pessoa alcoolizada sofrer um acidente de carro e afins. A proibição do uso do aplicativo é para causar temor mesmo e reivindicação. Nada impede, no futuro, por exemplo, que outros aplicativos, sites, redes sociais e afins também sofram sanções parecidas. 

O mais provável é que a decisão da justiça se São Paulo caia, mas e o prejuízo para os milhões de usuários? Quem paga? Nós!  #Crime