A Polícia Federal deflagrou uma operação nesta segunda-feira (21), que resultou na prisão de um médico na cidade de Uberaba Minas Gerais, acusado de financiar e participar de um esquema internacional de pedofilia. De acordo com informações obtidas pelo Jornal Hoje em Dia, junto a Polícia Federal, este é um dos esquemas mais perversos de pedofilia registrado em todo o mundo.

Médico financiava e participava de uma rede de pedofilia internacional

O médico de 29 anos, que não teve seu nome revelado pela PF, foi preso acusado de participar de uma perversa rede de pedofilia internacional. Ele foi encontrado, enquanto atendia em uma UPA - Unidade de Pronto Atendimento de Uberaba, em seguida foi levado preso, para a Delegacia da Polícia Federal da cidade mineira.

Publicidade
Publicidade

O médico tinha como sócio o australiano Peter Gerald Scully que foi preso em fevereiro deste ano, em uma mega operação envolvendo as polícias federais da Austrália e da Holanda. Sob Scully, pesam as seguintes acusações, rapto, estupro, tortura e assassinato.

Peter produzia o material pornográfico, que em sua maioria era feita sob encomenda. A maior parte das vítimas são crianças de rua filipinas. O médico participava financiando a produção do material e na distribuição do mesmo.

De acordo com a Polícia Federal, o médico, Peter e uma mulher que não foi identificada, estão no esquema desde 2012, na época ele ainda era estudante de medicina.

Entenda como funcionava o esquema

Os vídeos e fotos feitos com crianças que eram estupradas e torturadas, eram produzidos por Peter e pela mulher filipina.

Publicidade

Quem participava com o financiamento da barbárie, recebia o material pornográfico. O médico brasileiro também é acusado de ter indicado o medicamento para dopar as vítimas antes dos abusos.

O compartilhamento do material era feito pela internet conhecida como deep web e/ou dark web. Para acessar esta parte da internet se faz necessário o uso de softwares específicos com o intuito de navegar "anonimamente".

Fontes ligadas a Polícia Federal, afirmaram que entre os vídeos, um é considerado pelos investigadores como " um dos registros mais degradantes da pornografia infantil em todo mundo", nele existem imagens de uma criança de apenas 18 meses de idade sendo estuprada e torturada.

São muitos os registros com dezenas de crianças filipinas, uma delas foi violentada, torturada, assassinada e enterrada sob o piso da cozinha do imóvel onde os crimes macabros aconteciam.

O médico brasileiro será indiciado por, financiamento de organização criminosa internacional e também por armazenamento e distribuição de pornografia infantil, por causa destes crimes ele pode ser condenado a até 20 anos de prisão. #Crime #Investigação Criminal #Casos de polícia