A justiça bloqueou os bens das Mineradoras Vale e BHP por uma liminar e essa decisão causou apreensão ao pescador Benilde Madeira.

SAIBA O MOTIVO DO MEDO DO PESCADOR

O acidente em Mariana por causa do rompimento da barragem Fundão causou sérios problemas à população local e ao Rio Doce. As pessoas perderam seus bens e saíram do local em que viviam e foram para hotéis.

Todos os prejudicados pelo desastre estão à espera de uma solução para os danos que sofreram, pois estão sem uma definição.

Diante do fato, a justiça entrou com uma medida cautelar e para que as envolvidas cumpram com a responsabilidade, determinando que as mineradoras donas da Samarco, paguem pelos prejuízos causados.

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No prazo de um mês terão que realizar o depósito de R$ 2 bilhões que serão utilizados para o ressarcimento dos estragos pelo rompimento da barragem.

O TEMOR

Os pescadores estão temerosos com a medida imposta pela justiça, principalmente o pescador Madeira. No seu depoimento a BBC Brasil, ele relatou que tem receio que a mineradora reaja de forma adversa não realizando as ações de ajuda às vítimas do desastre e não concluindo as obras de recuperação do Rio Doce.

Em relato, Madeira disse que prefere que as mineradoras permaneçam negociando, pois o bloqueio dos bens poderá fazer com que se sintam pressionadas. Para ele é preciso que continuem trabalhando para terem condições de  ressarcir os prejuízos causados.

O pescador Madeira se tornou um viral na internet, após sua foto ter sido divulgada.

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Nela, ele aparece com os olhos arregalados e cheios de lágrimas, na beira do rio Doce. Para ele as responsáveis pela tragédia possuem os meios para arcar com os prejuízos e que não podem largá-los neste momento difícil.

Madeira está sem trabalhar e após o incidente da barragem, só consegue pescar piranhas e outro tipo de bagre, fez alguns bicos e no momento está sem emprego.

A mineradora deu um cartão onde terá uma ajuda em dinheiro de R$ 1.100 reais e ainda contará com a ajuda do governo referente ao período em que ficou sem pescar na época da desova dos peixes.

SOBRE A LIMINAR

A ordem expedida pelo Juiz Federal Marcelo Aguiar Machado foi informada na última sexta-feira (18), ação pública de M.G (Minas Gerais) e E.S (Espírito Santo).

A liminar não concede a concessão para que as empresas explorem a lavra e são obrigados a realizar um depósito de R$2 bilhões em um mês, os danos estão em torno de R$20 bilhões.

Também determinaram que a mineradora Samarco apresentasse uma estratégia para a recuperação socioeconômica às vítimas da barragem. A multa pelo descumprimento é de R$ 150 mil ao dia e terão que realizar um depósito de R$ 2 milhões e caso não ocorra terão que desembolsar R$1,5 milhão diários.

As mineradoras alegam que não sabiam da notificação judicial, mas poderão recorrer. Os atingidos pela tragédia da barragem aguardam soluções. 

  #Natureza #Investigação Criminal