#Chico Buarque tinha acabado de jantar na Rua Dias Ferreira, quando saiu para a sua caminhada habitual. Mais à frente, foi parado por um grupo de jovens de classe alta, incluindo o filho do empresário Álvaro Garnero, o ‘Alvarinho’, dono do Café de La Musque. O cantor foi questionado sobre seus discursos a favor do #PT, e principalmente, sobre a carta que ele assinou se declarando contra o Impeachment da Presidente Dilma Rousseff, (PT).

“Vá morar em Paris, seu petista bandido”, retrucou um dos integrantes do grupo. “Penso que não seja bandido não, acho que quem é bandido mesmo, é o PSDB”, rebateu o cantor. Os ânimos se esquentaram e o bate-boca com várias acusações de cunho corruptivo foram direcionadas do grupo para Chico e do cantor para o grupo de jovens.

Publicidade
Publicidade

Logo a balbúrdia entrou na questão do Impeachment da Presidente e o grupo protestante acusou o cantor de defensor de bandidos. De acordo com o “Glamurama”, a resposta do músico à essa acusação foi direcionada a Revista Veja onde Chico disse que esse veículo de informação veicula notícias falsas e não tem credibilidade para tratar de assuntos políticos.

Antes da confusão, Chico Buarque participou de dois fatos proporcionados pelo escritor Fernando Morais e por Luiz Carlos Barreto, produtor de cinema. Ambos redigiram uma carta desaprovando o pedido de impeachment à Presidente, aceita pela Câmara dos Deputados, através do presidente Eduardo Cunha (PMDB). A carta teve a assinatura e o apoio de Chico. “O voto secreto é uma afronta à democracia representativa, a própria não admite retrocessos como esse, os senhores estão querendo dar um golpe em nosso país.” Diz a carta.

Publicidade

Antes, no domingo, (20), Chico Buarque havia se reunido com Dado Villa-Lobos e Dani Black, para gravar a música “O trono do Estudar”, escrito por Dani em homenagem aos estudantes que estão fazendo protestos nas escolas do estado de São Paulo, inclusive ocupando algumas, contra o plano de reorganização escolar, proposto pelo #Governo do Estado, sob o comando de Geraldo Alckmin (PSDB). O próprio Alckmin, já havia anunciado o recuo com relação à decisão da reorganização escolar, que inclusive, fez por onde o Secretário de Educação pedisse demissão.