Após longos oito meses de investigação, a Polícia Civil do Estado do Rio de Janeiro identificou uma quadrilha responsável por 'abrasileirar' cerca de setenta e dois sírios.

O crime era cometido pelo casal de sírios Basema AlasmarAli Kamel Issmael em parceria com os brasileiros Jorge Luiz da Silva, funcionário de um cartório de registro civil e David dos Santos. A quadrilha substituía uma página do livro de registros, abrasileirando ou naturalizando um sírio. A folha que era removida do livro fazia com que documentalmente um brasileiro nato deixasse de existir e surgisse outro em seu lugar. O casal de sírios informou às autoridades que são inocentes.

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Com o esquema, cinquenta e um sírios obtiveram título de eleitor, carteira de identidade e CPF, bem como outros vinte conseguiram um passaporte brasileiro, sendo que alguns deles rumaram para Europa e Estados Unidos sem deixar qualquer informação sobre o motivo da troca de nacionalidade.

Alguns dos sírios que saíram do Brasil assim que 'viraram' brasileiros costumam compartilhar textos sobre o nazismo na internet, o que remete ao terrorismo, uma vez que o Estado Islâmico tem feito uso de algumas condutas do nazismo, principalmente após criarem uma lei para matar portadores de deficiência física e mental. A Polícia Federal vai cancelar o passaportes de todos os sírios 'abrasileirados' nesse esquema.

Crise migratória

Com os constantes conflitos em países africanos e no Oriente Médio, milhares de pessoas têm fugido de seus respectivos países todos os dias para tentar sobreviver.

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Atualmente, a maior parte dos #Refugiados são da Síria, seguida por Somália, Sudão, Iraque, Afeganistão e Palestina. Embora o maior número de imigrantes em condições de refugiados venha desses países, há refugiados de dezenas de países se espalhando para o mundo.

Depois que o Estado Islâmico decretou o califado em parte da Síria no ano passado, milhares de sírios deixaram suas casas. O Brasil, apesar da distância, já recebeu milhares de pedidos de refúgio de sírios, muitos deles já vivem e trabalham no país desde 2013. Embora a crise aumente a solidariedade entre populações e países, também aumenta o medo de chefes de Estado, pois os jihadistas já deixaram claro que estão infiltrando seus combatentes entre os refugiados, de forma que ninguém perceba que eles estão adentrando seus respectivos países. #Casos de polícia #Crise migratória