O agora ex-ministro da fazenda Joaquim Levy, não poupou durante toda esta semana, críticas ao #Governo especialmente após Dilma enviar um projeto de lei para diminuir a meta de superavit (dinheiro que o governo economiza para pagar os juros da dívida).

Como era de se esperar e já falando em tom de despedida, não deu outra. Foi anunciado hoje que Levy não ocupa mais o cargo de ministro da Fazenda do governo.

Levy e sua política de cortes e austeridade não agradava a diversos setores e veio com a missão de fazer a economia voltar a andar, como podemos observar não foi bem o que aconteceu e ele não resistiu à pressão de empresários e ao próprio governo com o qual deu os sinais de insatisfação e de que poderia a qualquer momento deixar o ministério.

Publicidade
Publicidade

Como era de se esperar pela devida importância do cargo que ocupava o substituto de Levy já foi anunciado, ao contrário das especulações que dariam conta de que Jacques Wagner assumiria, quem levou foi Nelson Barbosa, ex ministro do Planejamento, Orçamento e Gestão.

Os efeitos na bolsa não demoraram a aparecer. Imediatamente após a confirmação da saída de Levy a bolsa caiu e o dólar já é cotado a R$ 3,947. Para o lugar de Nelson entrará o ex ministro da CGU Simão. A inércia de um governo engessado diante de um legislativo que nada tem colaborado para resolver a crise, mais política que econômica e somado ao novo rebaixamento sofrido pelo país (agora pela agência Fitch) formaram o pano de fundo dessa troca e de toda insatisfação de Levy com a morosidade na tentativa de pôr em prática suas medidas como volta da CPMF e ajustes em programas sociais do governo.

Publicidade

Exatamente esses motivos e expectativas frustradas que fizeram com que o ex ministro atentasse que de fato encararia meses, quem sabe até anos para que suas propostas e apelos fossem de fato levados à discussão e pudessem vir a mudar o rumo das contas públicas. Caiu a ficha de que no momento é apenas hora de discutir se a presidente sucumbirá diante da proposta de impeachment e se haverá a saída de Eduardo Cunha da presidência da câmara.

Em suma, a importância que os políticos aparentam dar ao panorama econômico do país é nenhum. Apenas e mais uma vez, é o cada um por si de sempre.