Na madrugada desta terça-feira (22), teve início o verão no hemisfério Sul do planeta e para os brasileiros a expectativa é de que o calor seja o mais intenso já registrado. 

De acordo com dados dos principais institutos meteorológicos, o El Niño, causador do superaquecimento do oceano Pacífico, vai trazer efeitos extremos durante toda a estação, com temperaturas acima do normal no período que envolve o primeiro trimestre de 2016, em quatro das cinco regiões do país.

A versão atual mais severa do fenômeno, fez ele ganhar os apelidos de “super El Niño” e “El Niño monstro”.

Enquanto é esperada uma estação com clima mais seco do que o considerado normal, os estados da Região Sul e até parte de São Paulo devem apresentar um elevado índice de chuvas também acima do que se espera para a época.

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Desde novembro, as águas do Pacífico estão atingindo temperaturas em média 4°C mais altas e já neste último mês do ano, a temperatura chegou a subir 5°C a mais. 

Este fenômeno das altas temperaturas chegou ao mais alto índice já averiguado pelos especialistas, se igualando aos registros de 1997/1998.

A sensação térmica nas cidades de clima mais quente deve ser insuportável de tal maneira como nunca se viu no país e os termômetros devem facilmente ultrapassar os 40ºC por seguidos dias em cidades de estados como Piauí, Tocantins e Rio de Janeiro.

A tendência confirma o que já vem acontecendo não só no comparativo com os outros anos, mas também com uma escalada de temperaturas dos últimos meses, causando não só o forte calor, como também a ocorrência de chuva fortes em alguns estados. 

As previsões servem de alerta para a população, já que o problema não é apenas a temperatura atingir valores altos, mas principalmente ela permanecer muitos dias na faixa entre os 40ºC e os 21ºC, pois o corpo humano não consegue se resfriar adequadamente, elevando os riscos de ocorrências de derrames e paradas cardíacas.

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A Organização Meteorológica Mundial (OMM) comunicou que o ano de 2015 conseguiu superar o recorde de temperaturas que pertencia justamente ao ano anterior e que esta escalada das temperaturas em todo o planeta tem influência não só do El Niño, mas também do aquecimento global. #Natureza #sistema de saúde #Mudança do Clima