O Tribunal de #Justiça de São Paulo exigiu a volta do funcionamento do serviço #WhatsApp em todo o Brasil. Por volta das 13h15 (horário de Brasília), os usuários do aplicativo de mensagens começaram a receber seus textos, imagens e vídeo enviados através do app enquanto o mesmo esteve desligado no território nacional.

O desembargador Xavier de Souza, responsável pela decisão de retorno, disse que "não se mostra razoável que milhões de usuários sejam afetados em decorrência da inércia da empresa [em colaborar com a Justiça em ações criminais]". Xavier disse que a multa ainda é a melhor opção para punir a empresa.

O SindiTeleBrasil - que representa os principais grupos de telecomunicações do país - disse que as operadoras cumprem a decisão da Justiça imediatamente, seja para bloquear ou desbloquear o serviço.

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"Cumprimos a ordem para bloquear e para desbloquear. Independentemente de termos prejuízo em relação à nossa imagem, por cumprir tudo que a justiça brasileira determina", disse Eduardo Levy, presidente da associação.

Apesar de terem sido acusadas pelos internautas como as principais mandantes da ação, as operadoras de telefonia celular negaram envolvimento no processo e disseram apenas estar cumprindo ordens da Justiça. A operadora Oi chegou até a entrar com uma ação na Justiça para que o serviço voltasse a funcionar, alegando que os seus clientes estariam sendo prejudicados com a paralisação do aplicativo de mensagens.

A operadora Vivo, por meio do seu atual presidente, Amos Genish (também fundador e diretor da operadora de banda larga fixa GVT), era até então a única empresa de telecomunicações que se opunha aos serviços que o aplicativo oferece, principalmente em relação a possibilidade de realizar chamadas de voz (VoIP) gratuitamente, apenas utilizando o sinal de #Internet.

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O bloqueio do WhatsApp ocorreu em todos os estados brasileiros e em todas as operadoras, fossem elas empresas de serviços fixos ou móveis. Entenda o caso completo envolvendo o aplicativo clicando aqui.