A partir de 1º de janeiro de 2016 se tornou obrigatório a realização de aulas no simulador de direção para os interessados em tirar a carteira de habilitação. A medida foi aprovada por decisão do Conselho Nacional de Trânsito (Contran), órgão do Ministério das Cidades, publicado em julho do ano passado. Esta é uma decisão nacional.

Futuros condutores das categorias A (moto) e B (carro) terão que estender mais 5 horas do seu tempo para realizar as aulas. Além de disponibilizar mais tempo para realizar os protocolos de retirada de habilitação, as pessoas terão ainda que desembolsar um valor maior para custear o sonho de se tornar uma pessoa habilitada.

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O equipamento é orçado entre R$ 30 mil e R$ 40 mil.

O simulador é capaz de mostrar diversas situações enfrentadas no dia a dia, como: a realização de ultrapassagem; mudança de faixa; direção em tempo chuvoso; manobras perigosas e em marcha ré.

Alguns estados, como Goiás, terão que aumentar ainda mais o valor da Carteira Nacional de Habilitação (CNH) por não terem nenhum equipamento para a realização das provas. Esta situação está preocupando os goianos. “Não sei se a minha carteira será válida se eu tirar sem o simulador, ou se vai dar algum problema. Acho que está prejudicando a gente”, disse Luana, que vive na capital, Goiânia.

Carga horária

A carga horária das aulas de direção na categoria A e B foram ampliadas ainda no começo de 2015, aumentando de 20 para 25 horas, categoria B, e de 15 para 20 horas, a categoria A.

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A ampliação de 5 horas, em cada categoria, se dá para que haja um treino noturno, de 4 horas, e as pessoas saibam conduzir um carro no cair da noite. Para quem vai tirar a primeira habilitação, a carga horária do #Curso teórico é de 45 horas.

Suspensão do uso de simuladores

Em fevereiro de 2014, donos de autoescolas protestaram contra o uso de simuladores. Eles alegaram que o equipamento muito caro poderia levar as empresas à falência. A obrigatoriedade do simulador foi prevista anteriormente pelo Contran, mas foi suspensa após os atos.

De acordo com o Contran, a volta da obrigatoriedade partiu dos Departamentos Estaduais de Trânsito (Detrans) de todo o país. #Automobilismo #Legislação