Na tarde de sábado (24), um barco de passeio naufragou na cidade de Cananéia, litoral sul do estado de São Paulo. Nele estavam Elaine Cristina Verne Curtale, de 41 anos, e uma criança de quatro anos, Davi Curtale, que são esposa e filho de Sérgio Cutrale, executivo de vendas da Microsoft, em São Paulo. Os dois ficaram presos dentro da cabine e não conseguiram sair, enquanto os outros ocupantes do barco sobreviveram.

O barco Pérola Negra estava voltando da Ilha do Cardoso, uma área de reserva ambiental muito visitada por turistas, pela beleza e tranquilidade, e que fica perto de Cananéia, no Vale do Ribeira. O percurso é feito diariamente por várias embarcações.

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Ele afundou quando passava pela Baía do Trapandé, mais conhecida na região por canal de Cananéia.

De acordo com depoimento do piloto, outras embarcações passaram perto e algumas marolas se formaram. Assustados, os turistas foram todos para um lado da embarcação, o que pode ter contribuído para que o acidente acontecesse. Além disso, a maré e o vento fizeram com que ele perdesse o controle do barco, que virou.

Os passageiros caíram no mar e foram resgatados por outras embarcações que passavam pelo local. O piloto informou que os 20 passageiros que estavam fazendo o passeio eram de diversas cidades, como são Paulo, Osasco, Campinas e Carapicuíba.

O Corpo de Bombeiros de Registro foi acionado, mas só chegou ao local duas horas depois do naufrágio. Fizeram buscas, mas pararam às 22h, por falta de iluminação.

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Funcionários e piloto da Pérola Negra não pararam e continuaram procurando pela mulher e pela criança.

Quando era quase meia-noite a equipe da empresa encontrou o barco. Após rebocarem para um local mais seco, viram mãe e filho presos na cabine. Os corpos foram retirados perto de 2 horas e levados para Cananeia de barco. De lá, seguiram para o Instituto Médico Legal de Registro. A embarcação ainda está no mesmo local.

Pessoas da empresa informam que o barco, além do piloto, podia levar 22 pessoas e que todos os documentos e seguros estão em dia. São 15 anos de trabalho na região e o piloto tem 20 anos de experiência. #Casos de polícia