27 de janeiro de 2013: uma tragédia em Santa Maria no Rio Grande do Sul choca todo o mundo. Um incêndio na Boate Kiss deixa mais de 242 pessoas mortas e mais de 650 feridas.

Após 3 anos, a publicitária Aline Henriques Maia, uma das sobreviventes da tragédia, relata que não consegue sequer sair para trabalhar ou ficar em ambientes fechados, e mesmo sequer lugares com muita gente. Esse trauma foi devido à inalação de fumaça tóxica, durante o incêndio na casa noturna.

Aline é uma das sobreviventes da tragédia, que foi causada por um artefato pirotécnico, utilizado pelos integrantes da banda Gurizada Fandangueira, que se apresentavam naquela noite.

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Ela relata que a vida dela mudou muito depois da tragédia. A rotina semanal dela é toda voltada a consultas médicas. Os pulmões foram afetados pela inalação da fumaça, que causaram tosses constantes e falta de ar. Além dos problemas respiratórios, Aline ainda enfrenta um problema psicológico, além de problemas com a imunidade que a impede de trabalhar.

Para amenizar a tosse e a falta de ar, Aline conta que faz fisioterapia respiratória no mínimo três vezes por semana e também se consulta com um psiquiatra uma vez por mês. A visita ao pneumologista é feita uma vez por mês, mas quando tem crises, dependendo da intensidade, ela chega a se consultar uma vez por semana.

Devido às fortes dores de cabeça, Aline faz acompanhamento com um neurologista, pois a inalação da fumaça a deixou com problemas de memória.

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Além disso, o acompanhamento com um otorrinolaringologista é necessário, pois suas cordas vocais queimaram, além do problema de refluxo também causado pelo incêndio.

Aline é quem banca todas as despesas médicas, pois o sistema de saúde público de Santa Maria não tem os remédios necessários para o tratamento de Aline. Aline conta que entrou na justiça para receber o governo os remédios que não conseguia pelo SUS. Como alguns medicamentos não estão disponíveis por meio do sistema público de saúde, o governo lhe dá o dinheiro para comprar, relata Aline.

“É de causar indignação tudo o que passamos e ver que nenhuma punição foi dada aos responsáveis”, diz Aline.

Aline e o marido que também estava na boate, junto com centenas de pessoas, processaram individualmente os responsáveis pela casa noturna. A esperança é de que sejam indenizados por conta da tragédia. #Crime #Casos de polícia