Completou nesta semana, quatro meses da #Greve dos médicos peritos do INSS ( Instituto Nacional do Seguro Nacional), confirmando ser essa a mais longa greve da categoria, de acordo com a Associação dos Médicos Peritos, que representa a categoria, causando um acúmulo de aproximadamente 2 milhões de perícias, isso considerando que perto de 30% dos médicos continuam atuando, respeitando determinação judicial, relata Francisco Cardoso, presidente da Associação.

Segundo informações do Instituto, cerca de 1,3 milhão de perícias deixaram de ser feitas em função da paralisação que teve início no começo de setembro do ano passado, esticando o tempo de espera que era de 20 para 80 dias.

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As perícias são obrigatórias para os contribuintes que pretendem receber auxílio doença, aposentadoria por invalidez ou ainda quando o empregado precisa da perícia para retornar ao trabalho após afastamento.

Na tentativa de minimizar as reclamações e tranquilizar os segurados, o Instituto afirma que os pagamentos serão efetuados a partir da data do agendamento inicial, mas o transtorno não parece ter data para terminar.

As negociações estão paralisadas, segundo Cardoso, que relata que o #Governo federal vem tentando a técnica de cansar os médicos peritos, mas provoca graves problemas na população que busca esses serviços.

A categoria tem duas revindicações principais: um aumento de 27,5% nos salários e a diminuição da carga horária semanal de  trabalho que seria reduzida das atuais 40 para 30 horas, sem diminuição salarial.

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O Ministério do Planejamento tenta um acordo que chega a 10,8%, o mesmo percentual de reajuste oferecido as outras categorias do funcionalismo.

Em relação a diminuição da carga horária semanal, o Ministério concorda desde de que venha acompanhada por uma reestruturação da carreira e  propõe a criação de uma comissão para discutir as condições.

Anda segundo o INSS., aproximadamente 818 mil solicitações para benefícios que exijam perícia, estão represados por conta da greve dos médicos.