A fábrica da Fiat, localizada em Betim MG, Região Metropolitana de Belo Horizonte, anunciou nesta quinta-feira (21) que irá convocar férias coletivas para os funcionários por vinte dias.

Segundo a montadora, a ação foi necessária para se adequar a demanda do mercado, que teve uma redução na aquisição de veículos em todo país.

A Fiat mantém seu quadro de funcionários em cerca de 19 mil postos de trabalho, sendo que dois terços terão férias coletivas à partir de quarta-feira (27).

Para garantir o emprego dos funcionários, devido à crise que o país atravessa, a montadora se viu obrigada a conceder férias coletivas para seus funcionários neste inicio de ano.

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Em 2015, a Fiat ainda foi à líder de vendas no mercado brasileiro com 439.165 veículos vendidos, porém, perdeu para a Onix da Chevrolet o posto de carro mais vendido em 2015.

Esta atitude tomada pela Fiat pegou muita gente de surpresa, e os funcionários estão com medo de que possam ter seus empregos ameaçados devido à crise que assola o Brasil.

A região de Betim depende quase que totalmente da montadora, já que além dos 19 mil funcionários, cerca de 30 mil empregos indiretamente dependem da Fiat. Caso a fábrica feche uma das linhas de produção, cerca de 3.000 empregos poderão deixar de existir, o que seria algo muito ruim para a economia da cidade.

O #Desemprego no país esta batendo recorde. 2015 fechou o ano com 1,5 milhões de pessoas que perderam seus empregos, segundo o Ministério do Trabalho, o pior resultado em 23 anos.

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Só no mês de dezembro de 2015 ficaram fora do mercado de trabalho mais de 500 mil trabalhadores. E neste começo de ano os números só aumentam.

Agora a montadora Fiat começa o ano dando férias aos seus funcionários, o que pode abrir alerta para as outras montadoras que estão instaladas aqui no país.

Com um início de 2016 em que o quadro é mais pessimista do que o ano que passou, o Brasil fica a mercê de uma política pública que parece não saber conduzir este grande barco para um lugar seguro, deixando sem rumo e destino. #Crise econômica #Crise no Brasil