Dois dos jornais mais populares do Rio de Janeiro correm o risco de não existirem mais. A crise no 'O Dia' e no 'Meia Hora', ambos pertencente ao grupo Ejesa, é notória. Segundo uma reportagem da jornalista Cristina Vaz de Carvalho, os próximos passos dos impressos são incertos. No meio do último dezembro, Ramiro Alves, que ocupava o cargo de publisher nas publicações, saiu do posto para virar assessor de imprensa do novo ministro da Fazenda, Nelson Barbosa. Depois de sua saída, o radio corredor na imprensa carioca dá conta que os jornais podem mesmo ficar apenas para a história.

A Ejesa ainda tem problemas com as rescisões contratuais da extinção do 'Brasil Econômico'.

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Alguns trabalhadores ainda não teriam recebido o que lhes é devido. Soma-se a isso a não circulação dos jornais 'O Dia' e 'Meia Hora' no dia 25 de dezembro e 1º de janeiro. As publicações dos dias 26 e 02 foram feitas com duas datas diferentes. O método foi utilizado com o objetivo da empresa tentar economizar, mesmo que para isso tenha saído com notícias bastante velhas. A não circulação também teria sido imposto por falta de dinheiro para comprar papel, já que este item é comprado com a quantidade certa para cada semana. Sem dinheiro em caixa, só sobrou essa tática polêmica. 

Na segunda-feira passada, dia 04, os editores de 'O Dia' se reuniram. No encontro, ficou comunicado que Aziz Filho, diretor de redação, acumularia o cargo de publisher. Segundo a reportagem de Cristina Vaz de Carvalho, a entrada de Aziz foi imposta para evitar o fechamento das publicações.

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As crises internas da empresa que administra os jornais e a do país se somaram e os impressos chegaram a esse ponto lamentável. O sócio investidor da Ejesa, Nuno Vaconcellos, teve seus bens penhorados em Portugal por dívidas em outro jornal, o 'Diário Econômico'. 

Já se fala agora na possibilidade de venda da Ejesa para a Cereja. A empresa já é dona de alguns veículos de comunicação do Brasil, como o 'Diário de São Paulo' e o 'IG'. Com tantas informações, jornalistas estão vendo um futuro incerto pela frente.  #Desemprego #Crise econômica #É Manchete!