No ano passado, a inflação nacional beirou os 11% e agora as empresas de rádio e televisão querem propôr um aumento bem abaixo disso na folha salarial de seus profissionais. De acordo com informações do jornalista Daniel Castro, Record e Globo negociam um aumento de apenas 5% nos salários de seus profissionais. Contra esse pequeno reajuste, os profissionais da mídia das duas emissoras vão se unir nesta terça-feira, 12, para protestar. O local marcado para a manifestação é a rua do Sindicato das Empresas de Rádio e Televisão do Estado de São Paulo. Além da presença dos próprios jornalistas, calçados identificando o tempo que cada uma trabalha na área também serão colocados na região. 

A ideia foi importada de manifestações que aconteceram no final do ano passado, na França.

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O país conhecido pela liberdade inovou na hora de protestar. Não podendo sair de casa por questões de segurança, já que o país foi alvo de atentados, os franceses colocaram em uma famosa praça centenas de pares de sapato. Além disso, o fato de unir funcionários de duas televisões concorrentes por si só já chama bastante a atenção da mídia. 

No Brasil, tênis e chinelos também serão integrados aos sapatos. Em cada um deles haverá uma etiqueta que enumerará o tempo de trabalho de cada jornalista em cada emissora, fazendo assim uma analogia ao fato de gastar sapato desses trabalhadores para chegarem até às suas empresas. O objetivo é provocar uma comoção dos patrões com o episódio. 

Já do outro lado, Globo e Record alegam que não podem reajustar os salários em mais do que 5%. Isso porque as empresas tiveram quedas em suas receitas.

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A medida visaria não demitir ainda mais funcionários. Os três principais canais do país tiveram uma redução em suas receitas de cerca de R$ 1 bilhão, valor do faturamento anual do SBT. 

Já os jornalistas que antes já reclamavam de salários baixos, parecem agora ainda menos sensibilizados com seus patrões. Os profissionais dizem que as empresas continuam lucrando e muito. Só a Globo teria lucrado mais de dois bilhões de reais em 2014.  #Greve #Protestos no Brasil