Acusado de agredir violentamente a filha de três anos, o suspeito do espancamento e tortura da própria filha foi preso depois que vídeo feito pela mulher "caiu" nas redes sociais.

Em entrevista a mãe desabafa: “Eu percebi que era a hora [de denunciar], porque já havia outras agressões contra a nossa filha de três anos, eu nunca consegui fazer um boletim de ocorrência pelo fato de não ter provas, e agora tem provas”, disse a mãe, que tem medo de ser "julgada" por ter feito o vídeo de aproximadamente 25 segundos e não ter reagido na hora. Já havia um tempo que o marido vinha agredindo a garotinha de apenas três anos e que já bateu também no filho de apenas um ano e seis meses.

Publicidade
Publicidade

Diz que viu comentários na #Internet mas que precisou ser muito forte para presenciar a cena e ter frieza para gravar e documentar a agressão, pois já estava cansada de ver os filhos sofrerem violência, relata que o marido já agrediu as crianças muitas vezes e via seus filhos apanharem todos os dias, o relato da mãe é chocante:

“Eu gravei, tive que ser muito forte para isso, houve momentos de eu querer parar antes a gravação, mas eu não parei porque eu precisava de um pouco mais, que foi aquilo que vocês viram”.

O vídeo que vazou na internet tem 25 segundos e não é recomendável assisti-lo. As cenas são fortes e revoltantes, o relato emocionado da mãe que disse que tinha medo de não acreditarem na versão dela, por isso teve a coragem para filmar a cena, diz que não sabe onde conseguiu forças para gravar, vendo sua pequena filha sendo espancada, mas que a cena já vinha se repetindo e que já não aguentava mais ver os filhos sofrendo, disse a mãe.

Publicidade

“Muita gente me julgou pela frieza em gravar o vídeo, mas eu acho, não, eu tenho certeza, que frieza é uma mãe ver seus filhos apanharem todos os dias e não fazer nada”.

A mãe da criança diz que não apresentou o vídeo no momento da queixa, mas que compartilhou com parentes, para provar que tudo era verdade e com medo do esposo lhe tirar o celular e destruir a prova. O delegado somente apos ouvir a queixa da mãe na delegacia soube da existência do vídeo e procuraram-na para comprovação da veracidade das imagens, sendo confirmado pela mãe que teria feito as imagens, foi pedida a prisão provisória do acusado por trinta dias, baseado nas imagens contidas no vídeo que nitidamente confirmam as agressões e a identidade do agressor.

No momento da prisão pela equipe do Dr Marcio Fruet, delegado titular da DISE de Franco da Rocha, onde se escondia o acusado, o mesmo não ofereceu resistência, o delegado relata, “Ele confessou imediatamente no momento da captura, ele falou que foi ele e estaria arrependido”.

Na versão da esposa ele teria agredido a criança com cerca de 12 golpes de cinta porque a criança estava chorando e tentou enforcar a menina com o cinto, impedido pela mãe.

Publicidade

Na versão do acusado, ele diz que agrediu porque estava estressado e que a esposa estaria lhe traindo e a relação estava "desgastada" e que "perdeu a cabeça", e nega a tentativa de enforcamento.

A prisão e a confissão foram gravadas em vídeo e farão parte do processo por #Crime de tortura, maus tratos, alem de posse ilegal de arma, um revólver 38 foi encontrado, após busca no veiculo pertencente ao vigilante.

A mãe da criança nega qualquer versão sobre traição e declarou que já queria se separar do marido há um ano, declara “Eu estava querendo me separar há mais de um ano” dizendo que a situação era insuportável, “Minha filha está traumatizada”.

Por ultimo relata que já vinha sendo ameaçada pelo marido de fazer mal aos filhos se ela se separasse. O acusado disse que tiraria a vida daqueles que ela mais amava, para ela carregar culpa, em suas palavras, “Para eu carregar na cabeça, na memória, a dor da perda, e a culpa seria minha, ele sabe que as pessoas que eu mais amo são meus filhos”.

O acusado ficara detido temporariamente na cadeia Pública de Cajamar, para averiguações, até o fechamento desta matéria não tivemos informações sobre a constituição de defesa do acusado. #Investigação Criminal